Durante a sessão ordinária desta semana na Câmara Municipal de Rio Verde de Mato Grosso, vereadores de diferentes bancadas fizeram duras cobranças à gestão municipal por falta de informações claras sobre a reforma do Hospital Municipal e a ampliação do horário de atendimento no ESF Central.
Um dos principais destaques foi o requerimento apresentado pelo vereador Yghor Chagas, que exigiu explicações formais sobre o destino dos R$ 15 mil mensais repassados pelo Governo do Estado para custear o novo horário estendido na unidade de saúde:
“Os servidores estão sendo remanejados, trabalhando à noite, mas ninguém foi informado se vão receber algo a mais. Se há recurso extra, precisamos saber onde está sendo aplicado. É o mínimo de respeito com o trabalhador e com esta Casa”, declarou o vereador.
O requerimento foi aprovado por unanimidade, e outros parlamentares reforçaram a cobrança. A principal dúvida gira em torno da aplicação do recurso: vai para folha de pagamento, estrutura, medicamentos, ou apenas manutenção?
Outro ponto que gerou críticas foi a ausência de informações sobre a reforma do Hospital Municipal. Segundo os vereadores, até hoje a Secretaria de Saúde não enviou o projeto, cronograma ou qualquer resposta oficial sobre o andamento da obra, apesar das diversas convocações.
Vereador Yghor Chagas foi enfático:
“Fizemos a convocação da secretária de saúde e não tivemos retorno. O povo nos cobra, e nós não temos informações. A estrutura do hospital está parada, e a gestão se cala. Isso não é postura transparente.”
Outros vereadores, como Amauri Olartechea, Carlos Pontes, Vanilda Lopes e Joanes Pimentel, também endossaram as críticas. Eles lembraram que a reforma foi viabilizada com recursos conquistados pela própria Câmara, e que é inaceitável a falta de diálogo com os representantes do povo.
“Essa obra não é do prefeito nem da secretária. É do povo. E o povo merece respeito e respostas”, frisou Vanilda.
Os parlamentares também destacaram o contraste entre a dedicação dos profissionais da saúde, que mesmo diante de estruturas precárias continuam atendendo com excelência, e a morosidade da gestão para concluir obras e divulgar informações básicas.
Para finalizar, Yghor Chagas reforçou que o papel do vereador é fiscalizar, cobrar e exigir transparência:
“Se não formos honestos com quem nos colocou aqui, estamos falhando. A saúde pública precisa de gestão com responsabilidade, planejamento e verdade.”


