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Professora nega acusações de maus-tratos contra aluna em Anastácio

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A professora acusada de supostos maus-tratos e tortura contra uma criança de 8 anos na Escola Municipal Josefa Maria da Conceição – “Dona Zefa”, em Anastácio (145 km de Campo Grande), se manifestou por meio de nota e negou todas as acusações.

Segundo a denúncia registrada em boletim de ocorrência, a mãe relatou que a filha passou a apresentar mudanças de comportamento, como recusa em ir à escola, choro constante e até episódios de urinar na roupa ao se aproximar do portão da unidade. O documento também aponta que a educadora teria usado um cortador de unhas para ferir o pé da menina e a ameaçado de cortar sua língua, além de outras formas de intimidação. O caso é acompanhado pelo Conselho Tutelar e investigado pela Polícia Civil.

Em resposta encaminhada pelo advogado Ademilson Florindo dos Santos, a professora afirmou que nunca esteve sozinha em sala, já que divide a turma com outras duas colegas, e que as câmeras da escola não registraram qualquer situação anormal. Ela também destacou que a aluna permaneceu apenas cinco dias na unidade e que a denúncia foi comunicada à escola dias após a suposta ocorrência, o que fragilizaria a narrativa.

A defesa acrescentou que a educadora atua há 16 anos na rede pública, com premiações estaduais e carreira sem qualquer histórico de denúncias. A docente informou ainda que procurou a Polícia Civil espontaneamente para pedir diligências e oitivas de testemunhas.

Por envolver menor de idade, o processo tramita em segredo de justiça. A Secretaria Municipal de Educação foi procurada, mas ainda não se manifestou.

Veja o texto integral da defesa:

Diante das recentes notícias envolvendo suposta prática de maus-tratos ocorrida na Escola Municipal Josefa Maria da Conceição – “Dona Zefa”, em Anastácio (MS), a professora injustamente citada vem, por meio desta, prestar os seguintes esclarecimentos à sociedade:

1. Presença em sala de aula
Jamais esteve sozinha em sala de aula. Na turma em que leciona, a professora citada atua acompanhada de mais duas colegas, totalizando três profissionais. Assim, é absolutamente impossível que os fatos narrados tenham ocorrido sem o conhecimento das demais, circunstância que, por si só, já afasta a veracidade da acusação.

2. Período em que a aluna esteve na escola
A criança ingressou na unidade em 12/08/2025 e frequentou as aulas até 19/08/2025, ou seja, permaneceu apenas cinco dias em sala de aula.

3. Demora na comunicação dos supostos fatos
A mãe da criança somente procurou a secretaria da escola em 22/08/2025, três dias após a criança ter ido às aulas e após os supostos atos. Não apresentou justificativa plausível para a demora em procurar a escola ou as autoridades, o que fragiliza ainda mais a narrativa.

4. Rotina de segurança e vigilância
A unidade conta com câmeras de monitoramento. As imagens já foram verificadas pela direção e não há registro de qualquer episódio anormal, tampouco de que a criança tenha apresentado comportamento condizente com o relatado, como urinar na roupa ao chegar.

5. Histórico da criança
Há relatos informais (professoras anteriores serão intimadas pela Justiça para confirmar) de que, em instituições de ensino anteriores, a mesma criança já apresentava episódios semelhantes, envolvendo supostas doenças e comportamentos atípicos, visando faltar às aulas.

6. Inexistência de práticas inverídicas
Nunca houve prática de cortar unhas no ensino fundamental, seja com cortador ou qualquer outro objeto. Tal alegação jamais ocorreu e pode ser confirmada por outros pais e responsáveis que acompanham a rotina escolar.

7. Carreira ilibada e reconhecida
A professora atua há 16 anos na rede pública, possui diversas premiações de âmbito estadual e é reconhecida por dedicação, reputação ilibada e respeito da comunidade escolar. Nunca houve qualquer denúncia que maculasse sua conduta.

8. Colaboração espontânea com as autoridades
A professora já buscou, de forma espontânea, a Polícia Civil, requerendo diligências, produção de provas e oitiva de testemunhas para o total esclarecimento. Contudo, por envolver menor de idade e tramitar sob segredo de justiça, não é possível divulgar mais informações neste momento.

9. Devido processo legal
Todas as pessoas envolvidas – professoras da sala, demais alunos, bem como profissionais e responsáveis de outras escolas – serão ouvidas no âmbito do devido processo legal, ocasião em que a verdade virá à tona.

10. Esclarecimento adicional
Importante destacar que a denúncia recebida e em investigação é de maus-tratos, e não de tortura. Tratam-se de condutas distintas, com previsão legal diversa e gravidade incomparável. O uso do termo “tortura” em algumas publicações busca apenas gerar sensacionalismo e induzir a sociedade ao erro.

Ante o exposto, reiteramos o compromisso com a verdade e ressaltamos que as acusações são inverídicas e infundadas. A professora reafirma sua inocência, coloca-se à disposição das autoridades e reforça sua confiança de que a verdade será plenamente demonstrada, preservando sua honra, imagem e trajetória profissional construída ao longo de 16 anos de dedicação ao ensino público, marcada por reconhecimento, prêmios estaduais e respeito da comunidade escolar.

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