sexta-feira, outubro 30, 2026

Bebê morreu após comer banana amassada com veneno de rato, diz polícia

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A tatuadora Giovanna Chiquinelli Marcatto, de 26 anos, foi presa na quarta-feira (27) suspeita de matar envenenado o filho, o bebê Dante Chiquinelli Marcattto, de apenas 9 meses. Para isso, como consta em registros da polícia, ela teria amassado banana com raticida e dado o alimento contaminado à criança, que morreu cerca de três horas depois.

A motivação para o crime é investigada pelo 70º Distrito Policial (Vila Ema), que viabilizou a prisão temporária da tatuadora. Em audiência de custódia, nesta quinta-feira (28), a Justiça determinou a manutenção do encarceramento da suspeita — que nega o crime.

Dante morreu logo após a mãe levá-lo ao Hospital Estadual da Vila Alpina, no dia 26 passado, sob a alegação de que o “filho não aparentava estar bem”. O caso foi registrado como “morte suspeita” pelo 70º DP (Vila Ema).

O corpo do bebê foi então submetido a exame necroscópico, que constatou partículas de raticida no organismo de Dante, “indicando que a morte foi provocada por envenenamento”.

O legista responsável pela avaliação, como consta em relatório policial obtido pela reportagem, ainda destacou que a ingestão do veneno de rato ocorreu cerca de três horas antes de Dante morrer. Esse foi o mesmo momento em que a tatuadora deu banana amassada para o filho, como ela mesma teria admitido.

A suspeita de que o veneno não foi ingerido acidentalmente constatou-se pela grande quantidade da substância tóxica encontrada nas vísceras do bebê. O produto, segundo o registro do 70º DP, contém substância “amargante”, que age com o intuito de impedir a ingestão acidental por crianças.

Compra e foto

Uma câmera de monitoramento registrou o momento em que a tatuadora comprou o veneno de rato — por volta das 15h30 do último dia 25 — em um petshop, na região da Vila Independência, onde morava sozinha com o filho.

O veneno foi usado no dia seguinte e, pouco antes disso, Giovana fotografou com o celular o bebê, que aparece sorrindo nos registros.

Com base nas imagens e no exame necroscópico, o 70º DP solicitou a prisão temporária de 30 dias da tatuadora, medida acatada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).

Ela foi indiciada por homicídio qualificado e seria submetida a uma audiência de custódia, na tarde desta quinta-feira (28). A defesa da tatuadora não foi localizada. O espaço segue aberto para manifestações.

O corpo de Dante foi velado e cremado na quarta-feira (27), no cemitério da Vila Alpina.

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