sexta-feira, outubro 30, 2026

SES alerta para intensificação das ações contra o Aedes aegypti com divulgação do 3º LIRAa de 2025

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Levantamento aponta aumento sazonal na infestação e reforça a importância da vigilância com a chegada do período crítico

A SES (Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul) divulgou sexta-feira (29) passada os resultados do terceiro ciclo do LIRAa/LIA de 2025, reforçando o alerta para a intensificação das ações de enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti. Com a proximidade do período crítico de transmissão das arboviroses, o monitoramento ganha ainda mais importância para antecipar medidas e proteger a população.

Neste terceiro ciclo, 21 municípios apresentaram classificação de médio risco de infestação — sendo 20 identificados pelo LIRAa (Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti) e 1 pelo LIA (Levantamento de Índice Amostral), aplicado em cidades com menos de 2 mil imóveis. Apenas uma cidade registrou alto risco. Em comparação com o mesmo período de 2024, houve elevação: naquele ano, o levantamento de agosto apontava apenas três municípios com risco médio e nenhum em alto risco.

Ao todo, são realizados quatro ciclos do LIRAa/LIA ao longo do ano, conforme calendário do Ministério da Saúde. A metodologia permite acompanhar a evolução dos índices de infestação e direcionar ações conforme a sazonalidade climática.

Comparativo

Ao comparar os ciclos de monitoramento dos municípios entre os anos de 2024 e 2025, observa-se uma variação significativa nos níveis de risco médio e alto. Em janeiro de 2024, havia 43 municípios com risco médio e 4 com risco alto, enquanto em janeiro de 2025 esses números caíram para 28 com risco médio, mas subiram para 6 com risco alto.

Já em maio de 2024, foram registrados 32 municípios com risco médio e 3 com risco alto, contrastando com maio de 2025, que apresentou uma leve redução no risco médio (31 municípios), porém um aumento expressivo no risco alto, atingindo 12 municípios.

Em agosto de 2024, os números foram os mais baixos do período, com apenas 3 municípios em risco médio e nenhum em risco alto; no entanto, agosto de 2025 mostrou uma reversão dessa tendência, com 21 municípios em risco médio e 1 em risco alto.

Os dados revelam uma dinâmica instável, com avanços em períodos específicos levando-se em conta as condições climáticas como calor e chuva, e retrocessos em outros, o que exige vigilância constante para as estratégias de prevenção e controle.

Técnico da Coordenadoria de Controle de Vetores da SES, Marcus Carvalhal destaca que esse é um dos momentos onde se faz necessária atenção redobrada. “Estamos entrando no período mais favorável à proliferação do mosquito. Com os dados atualizados, conseguimos agir com mais precisão e reforçar as estratégias nos municípios que apresentam maior risco. Além da dengue, temos observado com preocupação o avanço da chikungunya em algumas regiões, o que exige ainda mais atenção das equipes locais”, afirma.

Reforço na frota

Foto: Danúbia Burema

Diante desse cenário de alerta, a SES também tem reforçado o suporte logístico às ações de vigilância. No final do mês de junho, foram entregues 30 caminhonetes para as ações de prevenção e controle. 

Os 30 municípios contemplados com pick-ups foram: Alcinópolis, Amambai, Anastácio, Aquidauana, Aral Moreira, Bandeirantes, Bela Vista, Bonito, Caarapó, Camapuã, Chapadão do Sul, Coxim, Dois Irmãos do Buriti, Guia Lopes da Laguna, Itaquiraí, Ivinhema, Jardim, Laguna Carapã, Maracaju, Miranda, Naviraí, Nova Andradina, Ponta Porã, Porto Murtinho, Ribas do Rio Pardo, Rio Brilhante, Rio Verde de Mato Grosso, São Gabriel do Oeste, Sete Quedas e Sidrolândia.

Os veículos são fundamentais para ampliar o alcance das equipes de campo, especialmente em áreas de difícil acesso, permitindo respostas mais rápidas e eficazes no combate ao Aedes aegypti.

Atuação conjunta

O coordenador estadual de controle de vetores, Mauro Lúcio Rosário, reforça que o levantamento dos índices de infestação é uma ferramenta essencial para a tomada de decisão. “O LIRAa nos dá uma fotografia clara do cenário em cada município. Com isso, conseguimos mobilizar as equipes locais, intensificar os mutirões, orientar os gestores e garantir que as ações de controle sejam mais efetivas. É um trabalho conjunto entre Estado e municípios”.

Além disso, a SES reforça que o enfrentamento ao mosquito é uma responsabilidade compartilhada com a população. A eliminação de criadouros, o cuidado com recipientes que acumulam água e a atenção aos quintais são atitudes fundamentais para conter a infestação e evitar surtos de dengue, Zika e chikungunya.

“Cada cidadão tem um papel essencial nesse enfrentamento. Quando os cidadãos se engajam, os resultados aparecem. Não é apenas uma questão de saúde pública, é uma atitude de cuidado coletivo com nossas famílias, vizinhos e comunidades. Precisamos manter a vigilância ativa e agir juntos para evitar que o mosquito se espalhe”, finaliza a secretária-adjunta da SES, Crhistinne Maymone.

Danúbia Burema, Comunicação SES
Foto capa: Arquivo

FONTE:GOV-MS

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