domingo, novembro 1, 2026

Com câncer, hérnia e diabete, grávida luta pelo direito à cesárea em Campo Grande

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Com gravidez de alto risco, câncer, diabete gestacional e hérnia no umbigo, uma gestante está batalhando para conseguir uma ‘carta de internação’ pelo CEM (Centro de Especialidades Médicas) de Campo Grande. Isso porque a médica que a acompanha entregou um atestado no dia que voltou de 15 dias de férias.

Para o TopMídiaNews, a campo-grandense Ana Paula Cardoso, de 41, detalhou que a gravidez inteira foi cerca de problemas, causando o problema de alto risco. Agora, ela precisa internar até sexta-feira (5), para realizar a cesárea o quanto antes e não falecer no parto ou antes dele.

“Fiz o acompanhando pelo CEM por conta do alto risco, mas a primeira médica só pedia exame particular e não tinha condições de fazer, então pedi para trocar a profissional. Depois disso, várias consultas foram remarcadas porque a médica entrega um atestado atrás do outro”, detalhou.

Agora, já no final da gestação, ela esperou a profissional voltar de 15 dias de férias, com retorno previsto no dia 2 de setembro. No entanto, hoje (3) ela foi informada que não seria atendida, pois a médica estava de atestado. “Já estava indo para o CEM, mais cedo que a consulta para não perder a vaga. No meio do caminho, o pessoal avisou que ela (médica) não estava lá para atender poque entregou um atestado. Falei que tentaria um encaixe para conseguir a carta, mas eles disseram que não tem médicos de gravidez de alto risco para atender hoje”, conta Ana Paula.

Além dos problemas preexistentes, a gestante precisa enfrentar o caminho até o Centro de Especialidades de ônibus. O trajeto demora cerca de 1h30, em meio a ‘sacolejos’ e o transporte lotado.

Durante a conversa, a pessoa que trabalha no CEM chegou a dizer que a paciente não precisa da carta, basta esperar entrar em trabalho de parto e ir até o hospital mais próximo. No entanto, por estar com uma hérnia no umbigo, a mulher não pode fazer força ou ter contrações, por risco de estourar a hérnia.

“Eles querem marcar para o dia 10 de setembro uma nova consulta, mas eu não posso esperar. Até lá já morri junto com a criança. Por ser de risco, só posso ser atendida em hospital de referência no assunto por conta da estrutura. Mas sexta-feira vou tentar os hospitais da cidade mesmo sem a carta”, explica a dona de casa.

A reportagem procurou a prefeitura de Campo Grande para falar a respeito do assunto, mas até a publicação desta matéria não teve retorno. O espaço segue aberto para manifestações futuras.

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