Maria Joséfa Cavalcante dos Santos deixa legado de história, fé e inspiração para toda a comunidade rio-verdense
O município de Rio Verde de Mato Grosso se despediu, nesta quarta-feira, de uma de suas figuras mais marcantes: Dona Maria Joséfa Cavalcante dos Santos, carinhosamente conhecida como Dona Santinha, que faleceu aos 113 anos. Reconhecida como a moradora mais longeva da cidade, sua vida foi um verdadeiro retrato da história local e nacional.
Nascida em 1º de janeiro de 1912, em Bom Jardim, Pernambuco, Dona Santinha chegou a Rio Verde em 1960, onde construiu novas raízes e fez de nossa cidade o seu lar definitivo. Após o falecimento do primeiro esposo, permaneceu em Rio Verde e, em 1966, casou-se com o senhor Francisco Cavalcante dos Santos, o saudoso Sr. Chibata, conhecido garimpeiro da região do Ipiranga.
Com lucidez e vitalidade impressionantes, Dona Santinha acompanhou de perto a história de Rio Verde, convivendo com quase todas as administrações municipais, desde o prefeito Humberto Barbosa até o atual, Réus Fornari. Sua memória viva guardava lembranças de importantes acontecimentos do Brasil e do mundo: as duas Guerras Mundiais, a ditadura militar, a redemocratização do país, a chegada do homem à Lua, a queda do Muro de Berlim, a pandemia da COVID-19, entre tantos outros marcos históricos.
Mais do que testemunha da história, foi protagonista de uma trajetória marcada pelo amor à família. Deixou duas filhas, 12 netos, 16 bisnetos e 2 tataranetos, que hoje se orgulham do exemplo de sabedoria e resiliência que ela representou.
A comunidade rio-verdense perde uma mulher extraordinária, cujo nome ficará registrado na memória da cidade como um patrimônio de vida e inspiração.


