O ano de 2025 foi de virada para a blogueira Tálita Peixoto Cabreira, de 35 anos. Quando tudo parecia certo e encaminhado, a vida resolveu escrever um novo e desafiador capítulo: um diagnóstico de câncer de mama.
A suspeita de que algo poderia estar errado surgiu em um momento de descontração com a família. “Estavam na sala de casa, junto com meu esposo e meu filho Mateus. Ele brincava no chão enquanto nós dois, sentados no sofá, nos divertimos interagindo com ele”, relembra.
“Meu marido lembrou de um vídeo aleatório que tinha visto nas redes sociais e resolveu reproduzir a brincadeira comigo. Foi algo despretensioso, apenas uma graça. Mas, quando ele tocou bem em cima do meu seio, sentiu algo diferente: um nódulo”.
Ela revela que já havia sentindo o nódulo na mama, mas não deu a devida importância por pensar estar relacionada à amamentação. “Naquele momento, a brincadeira virou silêncio. Aquilo que parecia apenas mais um gesto cotidiano se transformou no início de uma nova fase da minha vida, o diagnóstico de câncer de mama”.
O que antes era apenas um medo, virou uma verdade com o diagnóstico, em junho deste ano. “Eu estava vivendo um dos momentos mais felizes da minha vida, cuidando do meu bebê”. Outro ponto que a blogueira mais sentiu foi um dos mais importantes para muitas mães. “A impossibilidade de amamentar foi uma dor muito grande”.
Mas, com resiliência e fé, cada sessão de quimioterapia é uma conquista e um passo para a cura. “No dia 21 de julho deu o primeiro passo de uma caminhada que nunca imaginei trilhar. A primeira sessão de quimioterapia foi um misto de sentimentos: medo, incerteza, mas também força, paz e uma vontade enorme de viver. Fui com o coração acelerado, mas com a cabeça erguida. Descobri que a coragem não é a ausência do medo — é agir apesar dele. Esse foi só o início, mas já me sinto diferente. Mais consciente. Mais firme. Mais grata”, publicou em suas redes, onde divide com seus seguidores cada avanço de seu tratamento.
A influencer ainda é enfática em salientar a importância do diagnóstico precoce. Quanto mais cedo a doença é detectada, maiores são as possibilidades de tratamento eficaz. E no caso do câncer, por exemplo, tumores identificados em estágios iniciais têm taxas de cura muito mais altas”, explica.
“Quando detectadas cedo, muitas vezes podem ser tratadas com procedimentos menos invasivos ou com medicamentos menos fortes, evitando efeitos colaterais graves. Isso é bem importante”, destacou.
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