domingo, novembro 1, 2026

Macron busca novo primeiro-ministro após colapso do governo

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O presidente da França, Emmanuel Macron, está buscando seu quinto primeiro-ministro em menos de dois anos, depois que os partidos de oposição se uniram para destituir o primeiro-ministro de centro-direita François Bayrou por causa de seus planos impopulares de restrição orçamentária.

Bayrou, derrotado por 364-194 em uma votação de confiança parlamentar, nesta segunda-feira (8), entregará oficialmente sua renúncia a Macron nesta terça-feira.

Quem quer que Macron escolha para sucedê-lo enfrentará a tarefa quase impossível de unir o Parlamento e encontrar maneiras de aprovar um orçamento para o próximo ano. A França está sob pressão para reduzir um déficit que é quase o dobro do teto de 3% da União Europeia e uma pilha de dívidas equivalente a 114% do PIB.

O nome do ministro da Defesa, Sebastien Lecornu, estava entre os que circulavam para ser o próximo primeiro-ministro, sendo que as outras opções de Macron seriam alguém de centro-esquerda ou um tecnocrata.

Não há regras que determinem quem o presidente deve escolher ou com que rapidez. Macron, de 47 anos e no cargo desde 2017, nomeará seu novo primeiro-ministro nos próximos dias, informou seu gabinete na segunda-feira.

Os socialistas estavam entre os que disseram que era sua vez de governar. “Eu gostaria que fosse a esquerda, os verdes. Precisamos reivindicar o poder”, disse o chefe do Partido Socialista, Olivier Faure, à rádio France Inter.

Enquanto isso, o Reunião Nacional, de extrema-direita, repetiu seu apelo por uma eleição parlamentar antecipada, que Macron até agora descartou. Dissolver o Parlamento “é a única maneira, a melhor maneira, de sair de uma crise política”, disse a líder do partido, Marine Le Pen, aos repórteres.

A decisão de Macron, no ano passado, de convocar uma eleição parlamentar antecipada resultou apenas em um Parlamento mais fragmentado.

A reação do mercado foi relativamente discreta no início das negociações de terça-feira, com a saída de Bayrou já amplamente precificada. O próximo teste será a decisão da Fitch sobre a classificação soberana da França na sexta-feira.

As empresas francesas estão preocupadas com o impacto da crise política.

“A queda do governo se soma a meses de instabilidade política que já minaram a confiança econômica”, disse Maya Noël, do lobby tecnológico France Digitale. “No setor de inovação, essa instabilidade tem um custo imediato: desacelera os investimentos e as contratações.”

O país também estava se preparando para os protestos antigovernamentais “Vamos bloquear tudo” na quarta-feira, que se multiplicaram nas mídias sociais em um possível eco dos protestos generalizados anti-Macron que abalaram o país em 2018-2019.

*É proibida a reprodução deste conteúdo.

FONTE: AGENCIA BRASIL

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