sábado, setembro 12, 2026

Ex-prefeito de Três Lagoas e construtora são condenados a devolver R$ 7,3 milhões

Date:

Share

A juíza Aline Beatriz de Oliveira Lacerda, da Vara de Fazenda Pública e Registros Públicos de Três Lagoas, condenou o ex-prefeito Ângelo Chaves Guerreiro por ato de improbidade administrativa praticados em meados de  2016, envolvendo contratações diretas de serviços de coleta de resíduos sólidos no município. A decisão também atinge a empresa Financial Construtora Industrial Ltda e seu representante legal, Antonio Fernando de Araújo Garcia.

A magistrada determinou que os condenados ressarçam integralmente o erário, em valor solidário de R$ 7.366.349,40, acrescido de correção monetária. Além disso, Ângelo Guerreiro terá suspensão dos direitos políticos por oito anos e pagamento de multa civil equivalente à metade do valor do dano. A empresa e seu representante estão proibidos de contratar com o poder público ou receber benefícios fiscais ou creditícios pelo mesmo período, além de multa civil equivalente ao dano causado.

A condenação decorre da análise de duas ações: Ação de Improbidade Administrativa e Ação Popular. Conforme os autos, a Financial Construtora prestava serviços de coleta de lixo e operação de aterro público por meio de contratações sucessivas e dispensas de licitação, mesmo após o prazo legal de 180 dias para situações emergenciais. A juíza apontou que o ex-prefeito determinou a contratação direta em caráter emergencial em 2017, enquanto aguardava decisão sobre uma eventual parceria público-privada, mesmo ciente de que a prorrogação não era permitida.

Segundo a decisão, as contratações configuraram desvio de finalidade, uma vez que a empresa contratada não tinha capacidade técnica adequada e houve repetidos pagamentos sem concorrência, causando prejuízo ao município. Laudo pericial apontou superfaturamento e dano concreto ao patrimônio público, totalizando R$ 1.473.269,88 em apenas seis meses de contrato em 2017.

A juíza ressaltou que, desde 2016, houve sucessivas prorrogações e novas contratações emergenciais, “artificialmente construídas” para justificar a dispensa de licitação, em desrespeito aos princípios da legalidade, moralidade, eficiência e economicidade.

Com base nos fatos, a Ação Popular declarou nulos os contratos administrativos firmados entre maio de 2017 e setembro de 2019, impondo ressarcimento integral ao erário à Financial Construtora e seu representante legal. As partes ainda podem recorrer da decisão.

JD1 No Celular

Acompanhe em tempo real todas as notícias do Portal, clique aqui e acesse o canal do JD1 Notícias no WhatsApp e fique por dentro dos acontecimentos também pelo nosso grupo, acesse o convite.

Tenha em seu celular o aplicativo do JD1 no iOS ou Android.

Share
Canais Oficiais

Instagram

Siga e acompanha

Seguir no Instagram

YouTube

Inscreva-se no canal

Inscrever-se

TikTok

Siga e veja os vídeos

Seguir no TikTok

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

Barra Redes Sociais
78,200FansLike

Artigos relacionados

Jovem denuncia motorista de aplicativo por estupro no Jardim Petrópolis (vídeo)

Uma mulher de Campo Grande denunciou ter sido vítima de estupro durante uma corrida por aplicativo na madrugada...

Fachin dá 24h para PF informar situação da íntegra do celular de Vorcaro

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, deu prazo de 24 horas para que a Polícia...

Ancelotti convoca Seleção para amistosos; veja a lista

O técnico Carlo Ancelotti divulgou, nesta quarta-feira (9), a lista com os 26 jogadores convocados para os próximos...

Ataque em escola: aluna parte para cima de professora e a golpeia com faca

Uma professora ficou ferida após ser atacada por uma de suas alunas na Escola Estadual Dr. Gerson dos Santos Peres...