A bebê Lorena Zanatto, internada desde o nascimento na UTI neonatal da Santa Casa de Campo Grande, finalmente foi levada ao centro cirúrgico na manhã desta terça-feira (8) para a tão aguardada cirurgia cardíaca. A informação foi confirmada pela mãe, Geisiane Zanatto, que há dias vinha denunciando a demora no atendimento e a ausência de acompanhamento por especialista em cirurgia cardíaca pediátrica.
Lorena nasceu no dia 9 de junho com atresia tricúspide grau 2, uma grave cardiopatia congênita, e também com um teratoma na cabeça. Desde a gestação, a família sabia das complicações e buscava atendimento especializado. No entanto, segundo a mãe, o plano de saúde não cobria o médico inicialmente indicado e, após o parto, a bebê foi acompanhada apenas por plantonistas — sem o acompanhamento direto de um cirurgião cardíaco pediátrico.
Em carta aberta divulgada no último dia 3 de julho, Geisiane denunciou a “espera injustificável”, mesmo com o plano de saúde IMPCG garantindo suporte para o procedimento. A cirurgia, segundo ela, deveria ter ocorrido ainda nos primeiros dias de vida da filha, conforme recomendação médica feita durante o pré-natal.
Nos primeiros dias de vida, Lorena apresentou quadro estável para a cirurgia, mas a equipe médica priorizou a realização de uma ressonância magnética por conta do teratoma. O exame foi adiado devido ao feriado e, na tentativa de realizá-lo, a bebê chegou a sofrer uma parada cardíaca.
Depois do episódio, Lorena ainda enfrentou uma infecção e precisou de sete dias de antibióticos. Na semana passada, exames mostraram que a bebê estava finalmente pronta para a cirurgia — mas seguia esperando o agendamento.
Agora, com o início do procedimento nesta terça-feira, a esperança se renova. “Minha filha precisa de ação, de cuidado, de urgência”, disse Geisiane, dias antes da cirurgia.


