domingo, abril 26, 2026

Adolescente com fraturas espera 11h por atendimento em UPAs de Campo Grande

Date:

Share post:

Uma moradora de Campo Grande viveu momentos de angústia e revolta após sua filha, de apenas 13 anos, sofrer um acidente de bicicleta e enfrentar um longo e desgastante percurso até receber um medicamento para dor e o diagnóstico adequado. A adolescente, que caiu e bateu a região da pélvis, só foi devidamente atendida após quase 11 horas de espera em unidades públicas de saúde.

O acidente aconteceu por volta das 11h40 da manhã. A mãe procurou atendimento imediato na UPA do Leblon, onde a filha foi classificada como ficha laranja (prioridade média), mas o atendimento só teve início por volta de 13h30. Nesse momento, os profissionais informaram que o aparelho de raio-x da unidade estava fora de funcionamento.

Por conta da situação, a médica plantonista disse que a mãe teria que decidir entre se responsabilizar pela retirada da filha da unidade de saúde ou aguardar uma vaga via regulação para a Santa Casa, que poderia demorar até dois dias.

“Entendo as limitações, mas é inadmissível que uma cidade com quase 1 milhão de habitantes tenha uma única UPA com apenas um raio-x funcionando”, desabafa a mãe.

Diante da incerteza, ela decidiu buscar atendimento por conta própria e se dirigiu ao CRS Tiradentes, onde também enfrentou desafios. Segundo o relato, o atendimento na recepção foi eficiente e acolhedor, mas a funcionária responsável pelo setor de raio-x demonstrou falta de empatia e tratamento grosseiro, mesmo com a adolescente em cadeira de rodas e visivelmente com dores.

Apesar dos contratempos, o atendimento médico no CRS foi realizado após mais algumas longas horas de espera. O médico identificado e dois enfermeiros foram elogiados pela mãe pela sensibilidade e profissionalismo. Após a realização do exame, foram identificadas quatro fraturas na região da pélvis da adolescente.

Outro ponto que gerou revolta foi o tempo de espera entre a realização do raio-x e a análise do exame. O laudo foi entregue apenas às 22h20, após nova insistência junto à assistência social. Os exames teriam sido feitos por volta das 18h.

“É desumano deixar uma criança com fraturas esperando por tanto tempo. Só consegui atendimento porque fui atrás, questionei, pedi explicações. E quem não pode? Quem não tem voz?”, questiona a mãe, emocionada.

Ela também destaca a sobrecarga das equipes de saúde, mas cobra investimentos e estrutura adequados. “Depois vemos notícias de médicos se suicidando por exaustão. A estrutura é falha, a gestão é falha, e quem sofre somos nós e os próprios profissionais”, finaliza.

A reportagem procurou a prefeitura de Campo Grande para falar a respeito do assunto através da SESAU (Secretaria Municipal de Saúde), mas até a publicação desta matéria não teve retorno. O espaço segue aberto para futuras manifestações.

Bora Ouvir – Total 40 Graus
BORA OUVIR
PROGRAMAÇÃO TOTAL 40 GRAUS
🔴 AO VIVO AGORA
Clique em "Letra" para ver a letra da música atual
Canais Oficiais

Instagram

Siga e acompanhe as notícias

Seguir no Instagram

YouTube

Inscreva-se no canal

Inscrever-se no YouTube

TikTok

Siga e veja os vídeos

Seguir no TikTok
Barra Redes Sociais

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

73,500FansLike

Artigos relacionados

Acidente mata motorista e adolescente em rodovia de MS

Investigação da Polícia Civil aponta que batida frontal foi provocada por manobra de ultrapassagem Uma colisão frontal envolvendo três...

Rio Verde, após fugir de abordagem, foragido morre em troca de tiros com a polícia

Segundo o boletim de ocorrência, suspeito correu para um imóvel, atirou e a polícia o baleou Edivaldo Gomes dos...

Festa das Cores confirma Bárbara Labres e promete agitar São Gabriel do Oeste no dia 30 de maio

A 5ª edição da Festa das Cores será realizada no dia 30 de maio, em São Gabriel do...

Adolescente cai de paredão e fica presa em árvore a 10 metros do chão em Camapuã

Uma jovem não identificada foi resgatada na manhã deste domingo (26) após cair de um paredão em uma...