Internado há dois dias no CRS (Centro Regional de Saúde) do Nova Bahia, com um dos pés em fase de necrose, Ivan Antônio da Silva, de 72 anos, chora de dor enquanto aguardar uma vaga em um hospital de Campo Grande.
Segundo a neta do idoso, Ana Paula Amaral, 30 anos, o avô é diabético e a família luta desde junho com o agravamento de uma ferida no pé, que escureceu e, segundo avaliação médica, já apresenta sinais de necrose.
Ivan enfrenta dificuldades de cicatrização e, por conta de problemas circulatórios, o ferimento evoluiu rapidamente. “Desde junho buscamos atendimento médico por conta da ferida, mas o acompanhamento pelo CEM (Centro de Especialidades Médicas) não resolveu, pois ele passou apenas por uma consulta até agora e a ferida só piorou”, conta a neta.
Agora, debilitado, Ivan já não consegue mais andar e sofre com dores constantes. A situação, de acordo com a neta, se agrava pela falta de estrutura da unidade de pronto atendimento.
“Na UPA não tem condições de tratar. Cada médico fala uma coisa, depende do plantão. Mas não tem previsão de vaga para o hospital, e ele precisa de exames e de cuidados especializados. Os médicos foram claros quanto a necrose”, lamenta Ana Paula.
Além da dor intensa, Ivan apresenta episódios de confusão mental, que a família suspeita estarem relacionados a uma possível infecção. Ele chora constantemente e precisa ser amparado sempre por um familiar no CRS.
“Eu e minha avó revezamos no acompanhamento na unidade de saúde, mas ela é uma idosa, ele é um homem grande e não consegue mais andar, precisamos dessa vaga antes que ele perca o pé”, pede.
A reportagem entrou em contato com a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) sobre o caso e aguarda retorno.
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