domingo, abril 26, 2026

Delegada descarta presença de animais na pista e confirma voo fora do horário permitido (vídeo)

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A delegada Ana Cláudia Medina, da Dracco (Delegacia de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado), confirmou nesta quinta-feira (25) que o avião de pequeno porte que caiu na noite de terça-feira (23), na Fazenda Barra Mansa, em Aquidauana, no Pantanal, voava fora do horário permitido. O acidente matou quatro pessoas, entre elas o piloto Marcelo Pereira de Barros, dono da aeronave.

Segundo Medina, a investigação inicial já indica que o pouso foi feito em condições boas de tempo e sem qualquer interferência de animais na pista, como chegou a ser cogitado. “Essa informação da queixada (porcos-do-mato) está totalmente desencontrada e fora de contexto. Quando o piloto arremeteu, já não havia nada na pista. Testemunhas oculares confirmaram isso”, explicou.

A delegada destacou que o piloto realizou uma arremetida, manobra comum quando há dificuldade no alinhamento da aeronave com o eixo da pista, mas não conseguiu concluir o segundo pouso. “Ele não se sentiu confortável para o pouso naquele primeiro momento, arremeteu e tentou novamente. Porém, no retorno, a aeronave acabou sinistrando”, afirmou.

De acordo com Medina, a prioridade inicial da investigação foi a retirada dos corpos carbonizados dos destroços e a coleta de depoimentos. “Não há dúvidas sobre as vítimas, mas é necessária a individualização dos corpos, já que a aeronave carbonizou, o que prejudicou a identificação. Trabalhamos para liberar os corpos o mais rápido possível às famílias”, disse.

O Dracco requisitou exames periciais e aguarda a chegada da equipe do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) para aprofundar a análise das condições da aeronave e do voo.

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Histórico de irregularidades

O avião envolvido no acidente era um Cessna 175, fabricado em 1958, que só tinha permissão para voos visuais diurnos (VFR Diurno). A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) já havia negado autorização para táxi aéreo, mas a aeronave transportava três passageiros no momento da tragédia: o arquiteto chinês Kongjian Yu, referência mundial em urbanismo sustentável, e os documentaristas brasileiros Luiz Fernando Feres da Cunha Ferraz e Rubens Crispim Jr.

O mesmo avião já havia sido apreendido em 2019, durante a Operação Ícaro, sob suspeita de irregularidades, incluindo plaquetas de identificação adulteradas e certificado de aeronavegabilidade cancelado. Após três anos sob custódia do Dracco, o avião foi devolvido ao piloto em 2022.

O acidente

A queda ocorreu em área de difícil acesso, a cerca de 100 km do centro de Aquidauana. Após perder altitude, o avião se chocou contra o solo e explodiu, carbonizando os corpos das vítimas.

Segundo testemunhas, o piloto realizava viagens curtas para transportar grupos envolvidos em um projeto audiovisual. O grupo do acidente era o último a ser levado no deslocamento.

As investigações seguem em andamento para esclarecer todos os fatores que contribuíram para a tragédia.

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