segunda-feira, novembro 2, 2026

La Niña pode chegar ao Brasil; chuvas intensas podem atingir até 300 mm ainda este ano

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Tempo quente, seco, chuvas e fenômenos climáticos: o Mercado & Cia desta sexta-feira (26) analisou como as condições climáticas influenciam na produção e nos preços da soja. De olho no início do plantio no Brasil, a oleaginosa deve registrar novo avanço nos números finais e, se o clima colaborar, pode alcançar safra recorde no ciclo 2025/26.

Clima mais favorável, mas alerta para La Niña

O meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, reforçou que as previsões são mais positivas em relação aos últimos cinco anos. Além disso, o especialista apontou que a atual condição de neutralidade no Pacífico pode evoluir para um La Niña entre novembro e dezembro.

“No Centro-Oeste houve um atraso, mas não deve ser suficiente para comprometer a safra. Já no Rio Grande do Sul, existe uma boa expectativa, embora a possibilidade de La Niña no fim do ano aumente a preocupação com estiagens, justamente em um período em que historicamente chove menos no estado”, explicou.

Chuvas bem distribuídas

De acordo com Müller, no cenário nacional a tendência é de chuvas mais bem distribuídas, com acumulados que podem chegar a 100 milímetros em uma semana e até 300 milímetros em 30 dias no fim do ano. “Esse volume vai beneficiar as lavouras em fase de enchimento de grãos, quando a soja mais precisa de umidade”, destacou.

Em Mato Grosso, maior produtor da oleaginosa, o meteorologista observou que o fim de setembro ainda terá precipitações irregulares. “No centro-sul do estado, a chuva é mais limitada, enquanto o centro-norte já recebeu bons volumes”, disse. A partir dos dias 3 e 4 de outubro, até o dia 10, seguem pancadas isoladas de até 20 milímetros, suficientes para dar início ao plantio sem grandes atrasos.

Fim de setembro: quando a chuva chega?

Após a passagem da frente fria no fim de setembro, o clima tende a ficar mais quente e seco até dia 10 de outubro. A partir da segunda quinzena, entretanto, a previsão é de chuvas mais volumosas e regulares, com acumulados de até 100 milímetros em apenas uma semana.

“Em novembro e dezembro deve chover bem, com o clima favorecido pela atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul, principal sistema responsável pelas precipitações no Centro-Oeste e no Sudeste”, concluiu Müller.

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