segunda-feira, abril 27, 2026

Sem atendimento, artesã enfrenta risco de infecção após cirurgia na Santa Casa

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A artesã Rafaela Martins Gonçalves, de 44 anos, denunciou uma situação que classifica como ‘descaso’ no atendimento da Santa Casa de Campo Grande. Após sofrer um acidente de motocicleta há pouco mais de 40 dias, passar por cirurgia no punho, e realizar colocação de pinos, ela agora luta para conseguir uma consulta para a retirada do material, que aparenta já estar infeccionado. 

Para a reportagem, ela relatou que assim que recebeu a alta da Santa Casa, realizou o agendamento do retorno com um médico ortopedista. Porém, ao chegar para a consulta no dia 19 de setembro, foi surpreendida com o cancelamento. 

“Chegando no hospital, fui informada que o médico não ia atender ninguém, porque ele estava de greve, e que se a gente precisasse de alguma emergência era para procurar o pronto-socorro”. Ela seguiu as orientações, mas mesmo assim não conseguiu atendimento. 

No dia 21 deste mês, a paciente buscou atendimento no CEM (Centro de Especialidades Médicas), para a realização de um curativo, mas teve o procedimento negado, sob a justificativa de já ter ultrapassado o período inicial. Encaminhada ao ortopedista de plantão, ouviu que não poderia ser examinada porque a cirurgia havia sido realizada pela Santa Casa. Ainda assim, recebeu um novo pedido para a troca de curativos.

“O médico também me informou que eu procurasse o pronto-socorro com urgência, porque os pinos estão afundando na carne e infeccionado, já está na hora de serem retirados”. Na última segunda-feira (22), ela foi novamente ao pronto-socorro, mas passou por nova peregrinação. 

“Não fui atendida lá e me mandaram para a área de trauma; lá, falei com uma assistente social, que me encaminhou para uma enfermeira, que também não quis me atender”, relata. “A recepcionista do trauma nem quis me ouvir, só ficou no celular, não soube informar nada, só manda a gente esperar e ligar depois”, denúncia. 

Ainda na segunda-feira, a Santa Casa indicou a Rafaela que se sentisse dores, era para procurar o CEM. No Centro de Especialidades, a equipe informou que ela precisaria passar em uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) para conseguir nova consulta na Santa Casa, sendo este um procedimento ‘padrão’. 

Sentindo dores, Rafaela precisou procurar a Defensoria Pública na tentativa de acionar judicialmente o hospital. “Eu não consigo nada para saber como está o meu braço, eu não seu do raio-x que fiz, nenhum ortopedista quer pegar a situação, porque o hospital fala que eles estão de greve”.

Ao buscar o prontuário médico, foi informada que precisaria pagar pelo documento, para complicar ainda mais a situação. O material será usado no processo para tentar garantir uma nova cirurgia e a retirada dos pinos. “Estou sem conseguir trabalhar, tenho um filho pequeno e preciso sustentar minha casa. É um descaso total com o ser humano, é uma calamidade pública”, desabafou.

Mãe solo de menino de apenas 4 anos, Rafaela tira o sustento da casa por meio de seus trabalhos com costura e bordado, todos trabalhos manuais, então está sendo severamente prejudicada pela situação. “Estou tendo que me virar para poder dar conta de tudo”.

A reportagem tentou contato com a Santa Casa de Campo Grande, mas até o fechamento desta matéria, não houve retorno. O espaço segue aberto para manifestações.  
 

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