Em tom descontraído, presidente afirma que primeira-dama deve acompanhá-lo em encontro com o presidente dos EUA — a data ainda não foi confirmada.
Durante a abertura da 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, nesta segunda-feira (29), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que pretende levar a esposa, Rosângela da Silva, a Janja, para um eventual encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
“Quando eu for conversar com o Trump, eu vou levá-la. Eu quero que ele veja”, disse Lula numa fala informal, em que elogiou Janja como a “mulher mais bem casada do planeta Terra”. A primeira-dama, presente no palco, reagiu balançando a cabeça negativamente.
Até o momento, não há data oficial para o encontro entre Lula e Trump. Os dois mantiveram um breve encontro de menos de um minuto na sede da ONU, em Nova York, na semana passada, durante a Assembleia Geral. Na ocasião, Trump afirmou que teve “uma química excelente” com o presidente brasileiro. Lula também disse ter percebido uma boa entrosar.
O anúncio de que Janja será incluída no encontro pode ter motivações simbólicas e políticas, ampliando projeção pessoal e colocando a figura da primeira-dama no centro da agenda diplomática. Também sugere um esforço do governo em humanizar a aproximação com os EUA, especialmente em meio a atritos comerciais recentes entre os dois países.
A relação bilateral entre Brasil e Estados Unidos passa por momento delicado. O governo Trump impôs tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros, em resposta às decisões judiciais e políticas que envolvem o ex-presidente Jair Bolsonaro. O governo Lula agora tenta reestabelecer diálogo e diluir tensões antes da potencial reunião com Trump.
Se confirmado, o encontro terá forte simbolismo. Mas, para além da imagem, ainda é incerto quais temas serão tratados — embora as tarifas impostas pelos EUA ao Brasil sejam o tema mais provável no centro da pauta.
Matéria formulada sob a supervisão de Wesley Rodrigues da Silva DRT: 0002089/ms


