O Ministério Público de Mato Grosso do Sul arquivou o inquérito policial que investigava as circunstâncias do acidente de trânsito que resultou na morte do massoterapeuta do Hospital do Pênfigo, Jolras Pereira dos Santos, 62 anos, em agosto de 2024. A decisão foi comunicada nesta quarta-feira (1º) aos familiares da vítima pela 11ª Promotoria de Justiça de Campo Grande.
De acordo com o extrato assinado pela promotora Grazia Strobel da Silva Gaifatto, ficou constatado que o acidente foi provocado por conduta imprudente do próprio motociclista, o que caracteriza culpa exclusiva da vítima.
“Uma vez que a causa determinante do acidente foi a conduta imprudente da própria vítima, o que configura culpa exclusiva, excludente de ilicitude em relação aos demais envolvidos”, diz a decisão.
O caso
O acidente aconteceu na noite de 2 de agosto de 2024, na Avenida Dr. Nasri Siufi com a Rua Dantas Barreto, no Jardim Tijuca, em Campo Grande. Jolras retornava de um supermercado e estava a poucas quadras de casa quando bateu contra a lateral de um Renault Sandero que fazia conversão. Com o impacto, foi arremessado e atingido em seguida por um Corolla Cross que trafegava no sentido contrário.
O Corpo de Bombeiros e o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) chegaram a ser acionados, mas apenas constataram a morte. Os motoristas dos carros envolvidos não se feriram, passaram pelo teste do bafômetro que deu negativo e permaneceram no local para prestar esclarecimentos.
Funcionário do Hospital do Pênfigo há quase três décadas, Jolras deixou a esposa e duas filhas, de 21 e 12 anos. À época, colegas de trabalho e a instituição lamentaram a perda do profissional, lembrado como dedicado e querido pelos pacientes.


