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Entre críticas por venda de áreas verdes, Prefeitura leiloa terreno por R$ 7,7 milhões no Montevidéu

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A Prefeitura de Campo Grande anunciou a realização de um leilão eletrônico para a venda de um terreno de 8.353 m² localizado na esquina da Rua Henrique Silva com a Avenida Ana Rosa Castilho Ocampo, região do Coronel Antonino, ao lado do Fort Atacadista, saída para Cuiabá. O valor inicial do imóvel foi fixado em R$ 7,7 milhões e os lances podem ser feitos até o próximo dia 15 de outubro.

O terreno ocupa uma posição estratégica na malha urbana, com fácil acesso por várias vias da capital. A Prefeitura justifica a alienação como parte de um processo de arrecadação, mas a iniciativa reacendeu críticas sobre a política de venda de áreas públicas.

A vereadora Luiza Ribeiro (PT) voltou a criticar a postura da administração municipal. Em publicação feita nas redes sociais nesta quinta-feira (2), ela denunciou que a Prefeitura tem vendido áreas verdes e praças que deveriam ser preservadas como espaços coletivos.

Segundo a parlamentar, esses terrenos não são “patrimônio da Prefeitura”, mas sim bens de uso comum do povo, garantidos pela legislação federal de loteamentos, que obriga a destinação de áreas para lazer, praças e equipamentos públicos.

“Estamos em época de ebulição climática, na qual tem muito valor a preservação de áreas verdes da cidade. Campo Grande é considerada uma das cidades mais arborizadas do planeta e não podemos deixar que áreas destinadas para parques e praças de lazer sejam vendidas pela Prefeitura, sem qualquer demonstração de que a venda é de interesse público”, afirmou.

Histórico de vendas questionadas

A crítica não é isolada. Em julho deste ano, a Prefeitura também colocou à venda uma área verde de 8,8 mil m² no Jardim Itamaracá, totalmente arborizada e usada por moradores como espaço de lazer. O terreno foi vendido a uma empresa particular por apenas R$ 2,8 milhões, valor considerado baixo em comparação ao benefício ambiental e social que a área representava.

A negociação foi duramente contestada por moradores e ambientalistas, que ressaltaram que a área funcionava como “ilha de frescor” em meio ao bairro. Antes disso, outra tentativa de alienar espaço público foi barrada no Jardim Costa Verde, após pressão popular.

As críticas apontam que a Prefeitura vem “desmantelando o desenho urbano” da cidade ao negociar áreas de uso coletivo em benefício de particulares. Luiza alerta que a prática compromete a qualidade de vida urbana, uma vez que essas áreas cumprem funções essenciais de equilíbrio ambiental e oferta de espaços de lazer.

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