sábado, setembro 12, 2026

Menino de 11 anos que sofreu acidente de trânsito segue à espera de cirurgia há mais de 7 meses

Date:

Share

O drama de Lucas, que em outubro completa 13 anos, que sofreu um acidente de trânsito em janeiro de 2023, e de sua família parece não ter fim. O menino segue aguardando uma cirurgia definitiva no calcanhar há mais de sete meses, após diversas tentativas frustradas de tratamento em Campo Grande.

Em março deste ano, o TopMídiaNews já havia noticiado a luta da família. Desde então, pouca coisa mudou. A mãe, Michelly Morais Barbosa, afirma que a situação se arrasta por entraves burocráticos, negativas hospitalares e a suspensão de cirurgias eletivas na Santa Casa.

Lucas já passou por duas cirurgias de lipoenxertia, realizadas em julho e agosto de 2024, nas quais médicos utilizaram gordura abdominal para tentar recuperar a região do calcanhar. No entanto, o procedimento não teve resultado por conta da demora das outras quatro cirurgias. “O corpo reabsorveu toda a gordura. Ou seja, voltou ao zero”, lamenta a mãe.

Sem sensibilidade ao tato na área afetada, o menino chegou a abrir uma ferida após 15 dias andando com palmilha e calcanheira, o que aumentou o risco de osteomielite (infecção óssea).

Após consultas com cinco ortopedistas e quatro cirurgiões plásticos, a recomendação é clara: Lucas precisa de uma microcirurgia reconstrutiva, procedimento que não é realizado pelo SUS em Campo Grande. “Fizemos até teleconsulta com médicos de Curitiba, e eles confirmaram a necessidade da microcirurgia”, explica Michelly.

A família enfrenta ainda entraves judiciais. Segundo a mãe, houve uma recusa anterior porque o nome de Lucas já constava na Santa Casa, mas a cirurgia solicitada lá não atende mais ao caso. O advogado da família ingressou com um processo, mas o caminho escolhido é mais demorado, envolvendo perícia e burocracias.

Enquanto isso, Michelly procura alternativas em outros estados, já que em Curitiba o SUS realiza esse tipo de procedimento.

O tratamento tem pesado no bolso da família. Só com consultas particulares e exames, foram cerca de R$ 5 mil este ano. Antes, Michelly chegou a arrecadar R$ 80 mil em uma vaquinha, valor usado na primeira cirurgia, em curativos, que custavam R$ 200,00 cada, e em sessões de oxigenoterapia hiperbárica, que saíram por R$5 mil.

Agora, ela calcula a necessidade de ao menos R$7 mil para três meses de fisioterapia, fundamentais para que o menino não sofra complicações na postura em meio ao estirão da puberdade.

Apesar das dificuldades, Michelly se mantém firme. “Tenho confiança em Deus, que tem sempre o melhor para nós, mas preparo a cabecinha dele para os mistérios da vida”, diz.

Enquanto a cirurgia definitiva não acontece, Lucas segue aguardando uma chance de recuperar a mobilidade e voltar a viver a infância interrompida pelo acidente
 

Share
Canais Oficiais

Instagram

Siga e acompanha

Seguir no Instagram

YouTube

Inscreva-se no canal

Inscrever-se

TikTok

Siga e veja os vídeos

Seguir no TikTok

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

Barra Redes Sociais
78,200FansLike

Artigos relacionados

Multiação realiza mais de 4 mil atendimentos gratuitos em Sinop

O Multiação em Sinop (MT) realizou 4.067 atendimentos gratuitos neste sábado (12), nas áreas de saúde,...

Operação apreende suspeitos de integrar organização criminosa em Dourados

A Polícia Civil deflagrou neste sábado (12) uma operação de busca e apreensão e prisões preventivas contra suspeitos...

Animal é encontrado em condições precárias e tutora é presa por maus-tratos em Aquidauana (vídeo)

Uma mulher foi presa na noite desta sexta-feira (11) após ser acusada de maus-tratos contra animal em Aquidauana....

Vereador pede apoio das Forças Armadas após temporal deixar Campo Grande em estado de emergência

O vereador Maicon Nogueira (PP) solicitou à Prefeitura de Campo Grande que avalie, em caráter de urgência, o...