segunda-feira, abril 27, 2026

Trump diz que Israel deve parar ataques em Gaza e Hamas está ‘pronto para paz duradoura’

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O presidente dos EUAAssim, Donald Trumppediu que Israel pare imediatamente sua ofensiva na Faixa de Gaza e comemorou a resposta dada pelo grupo terrorista Hamasque aceitou devolver todos os reféns israelenses em seu poder desde os ataques de 7 de outubro.

Em comunicado, o grupo terrorista sinalizou disposição para entrar imediatamente em negociações e pediu para “negociar” os detalhes dos 20 pontos do plano de paz proposto por Trump. Ou seja, o Hamas não aceitou ainda todo o plano apresentado pela Casa Branca. O premiê israelense, Binyamin Netanyahu, disse que Israel “está se preparando para implementar a primeira etapa do plano de Trump para a liberação de todos os reféns”.

Na noite de sexta-feira, o Hamas disse que estava dando sua “aprovação para liberar todos os prisioneiros da ocupação – tanto vivos quanto restos mortais – de acordo com a fórmula de troca contida na proposta do presidente Trump, com as condições de campo necessárias para implementar a troca”.

Em um post na rede Truth Social, Trump disse acreditar que o acordo de paz, se fechado agora, resultará não só em um cessar-fogo na guerra de Gaza, mas em paz para o Oriente Médio.

“Com base na declaração recém-emitida pelo Hamas, acredito que eles estão prontos para uma paz duradoura. Israel deve interromper imediatamente o bombardeio de Gaza, para que possamos resgatar os reféns com segurança e rapidez. Neste momento, é perigoso demais fazer isso. Já estamos discutindo detalhes a serem acertados. Não se trata apenas de Gaza, trata-se da paz há muito almejada no Oriente Médio”, escreveu.

Pouco depois, em um pronunciamento, Trump disse que o “mundo está próximo de ver a paz no Oriente Médio”, e agradeceu o Catar, a Turquia, a Arábia Saudita, o Egito e a Jordânia pelos esforços diplomáticos em mediar as conversas entre os EUA, Israel e o Hamas“. “Obrigado aos países que ajudaram imensamente, todos estavam unificados para que essa guerra terminasse e de ver paz no Oriente Médio, e agora estamos muito próximos dessa paz. Obrigado, e todos serão tratados de forma justa”, disse o republicano em vídeo de pouco mais de um minuto.

No entanto, o comunicado do Hamas não faz menção a uma das principais exigências do plano de Trump – que o Hamas concorde com seu desarmamento e não desempenhe mais nenhum papel no governo de Gaza. O Hamas condiciona transferir “a administração da Faixa de Gaza” para um “corpo palestino de tecnocratas independentes baseado no consenso nacional palestino e apoiado por respaldo árabe e islâmico”. É um diferença substancial em relação ao plano de paz de Donald Trump, que prevê Gaza “sob a governança transitória temporária de um comitê palestino”, mas supervisionado por novo órgão internacional transitório, liderado por Trump, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, e “outros membros e chefes de Estado a serem anunciados”.

Há ainda muitos outros elementos da extensa proposta de 20 pontos sobre as quais o Hamas não se pronucniou, e que podem dificultar uma negociação. O mais notável desses é a exigência de que o Hamas deponha suas armas. Um alto funcionário do Hamas, Mousa Abu Marzouk, disse em entrevista à Al Jazera que o Hamas estava disposto a abrir mão de “qualquer tipo de arma”, desde que “a ocupação termine e os palestinos assumam o controle”. “Não precisamos das armas se não houver ocupação”.

Mas a declaração do Hamas deixou o presidente Trump com duas opções, de acordo com Daniel C. Kurtzer, um ex-embaixador dos EUA em Israel. Trump poderia se concentrar nos aspectos de seu plano de paz que o grupo militante não aceitou, ou ele poderia ignorar esses aspectos e enfatizar o que o Hamas de fato aceitou: ou seja, o seu acordo em libertar todos os reféns em troca de um fim para a guerra, um aumento na ajuda humanitária e o início de uma retirada israelense de Gaza.

Trump escolheu o segundo caminho, ignorando as ressalvas do Hamas, como sua insistência em negociar os detalhes de um acordo de paz e desempenhar algum papel em um futuro governo palestino. “Tudo o mais, Trump pode ignorar,” disse Kurtzer. “E parece que ele vai dizer a Netanyahu que será assim”.

Ele acrescentou: “É fascinante, porque esta manhã toda a pressão estava sobre o Hamas, e agora, com a resposta de Trump esta tarde, toda ela se transferiu para Israel”.

Há ainda muitos outros elementos da extensa proposta de 20 pontos sobre as quais o Hamas não se pronucniou, e que podem dificultar uma negociação. O mais notável desses é a exigência de que o Hamas deponha suas armas.

Mas agora, a bola está com Israel, que precisará decidir se vê isso como uma aceitação de boa fé genuína de alguns dos pontos-chave do acordo, ou apenas uma tentativa de ganhar tempo e reabrir negociações longas e desgastantes.

A resposta do Hamas

O grupo terrorista Hamas afirmou nesta sexta-feira, 3, que concorda em liberar todos os reféns israelensesvivos ou mortos, sob os termos da proposta de cessar-fogo apresentada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O grupo também disse estar disposto a renunciar ao poder na Faixa de Gaza, que controla desde 2007.

Em comunicado, o grupo sinalizou disposição para entrar imediatamente em negociações para discutir todos os detalhes. Ou seja, isso não significa que o Hamas aceitou todo o plano apresentado pela Casa Branca.

O anúncio foi feito horas depois de Trump dar um ultimato ao Hamas. Em uma rede social, o presidente americano disse que o grupo teria até domingo, 5, para aceitar a proposta, sob pena de enfrentar um “inferno total”.

Em comunicado, o Hamas sinalizou disposição para entrar imediatamente em negociações para discutir os detalhes do acordo. Isso não significa, porém, que o grupo tenha aceitado integralmente o plano da Casa Branca.

O plano apresentado pelos Estados Unidos prevê que o Hamas não participe de um novo governo na Faixa de Gaza.

Ainda segundo a proposta, todos os membros do grupo terrorista poderão ser anistiados, desde que entreguem as armas e aceitem em conviver de forma pacífica com Israel.

  • Hamas diz que entrega poder em Gaza e liberta reféns, mas quer ‘negociar’ plano de paz de Trump
  • Trump dá até domingo para Hamas responder cessar-fogo e ameaça com ‘inferno’ se grupo não aceitar
  • Plano de paz de Trump é bom e oferece uma saída a todos os envolvidos na guerra em Gaza

O Hamas ainda mantém mais de 40 reféns sequestrados no dia 7 de outubro de 2023, durante o atentado terrorista contra Israel que resultou no início da guerra. Parte das vítimas está morta.

“Quanto às demais questões apresentadas na Proposta do presidente Trump que dizem respeito ao futuro da Faixa de Gaza e aos direitos legítimos do povo palestino, isso está vinculado a uma posição nacional unificada e fundamentada nas leis e resoluções internacionais pertinentes, a ser discutida em um quadro nacional palestino amplo, do qual o Hamas fará parte e contribuirá com plena responsabilidade”, diz o texto.

O Hamas afirmou ainda que valoriza os esforços de países árabes e islâmicos, além do presidente Trump, para pôr fim à guerra na Faixa de Gaza./ Ap e aproveite

Estadão Conteúdo.

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