segunda-feira, abril 27, 2026

‘Me puxou para terminar de me matar’, diz vítima que sobreviveu a 14 facadas (vídeos)

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Após levar 14 facadas e passar sete dias internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), empresário de 42 anos ainda tenta entender como sobreviveu ao ataque do vizinho, no Jardim Autonomista, em Campo Grande. O crime aconteceu no dia 23 de setembro, quando a vítima pediu ao autor que retirasse uma caminhonete que estava em frente a sua residência.

O homem contou que a confusão começou quando pediu ao vizinho que retirasse o veículo, que estava atrapalhando na frente da casa. “Ele chegou tranquilo, me cumprimentou e, de repente, me jogou no chão e começou a me esfaquear. Foram 14 facadas, e ele gritava que ia me matar”, lembra.

Mesmo ferido, o empresário viu algumas pessoas passarem e não prestarem ajuda. Ainda conforme a vítima, o autor o deixou caído na rua ensanguentado e foi para casa pegar um revólver. 

“Ele voltou e me puxou para dentro da minha casa, onde ia terminar de me matar. Já tinha pegado o revólver e ia atirar, mas uma viatura da Polícia Militar passou na hora e me salvou”, revela.

Socorrido em estado grave, o empresário foi levado para uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento), transferido para a Santa Casa e depois levado ao Proncor, onde passou por cirurgias e ficou internado na UTI por uma semana.

O morador teve ferimentos na barriga, nas pernas e nas mãos, além de fratura exposta. Recebeu alta nesta segunda-feira (6), mas segue sob cuidados médicos e com ajuda de uma cuidadora.

“Eu já tinha desistido da vida, achei que ia morrer, agora estou aqui, sendo cuidado por outra pessoa aos 42 anos e tentando entender o motivo, o que aconteceu, e como ainda estou aqui. Sinto medo”, diz.

O caso foi inicialmente registrado como lesão corporal, mas o delegado responsável corrigiu para tentativa de homicídio qualificado. Mesmo assim, o empresário se revolta ao saber que o autor foi liberado após pagar R$ 5 mil de fiança.

“Ele me esfaqueia, tenta me matar e sai da delegacia porque tem dinheiro. Isso não é justiça. Eu estou vivo por milagre, e ele está solto”, desabafa.

O empresário afirma que o agressor o insultou com ofensas racistas durante o ataque. “Me chamou de macaco, de neguinho. Não sei se foi por eu ser preto, por eu ter tatuagem, só sei que ele quis me matar”, frisa.

Com medo, ele evita sair de casa e pensa em se mudar. “Ele mora na frente. Tenho medo de sair, de dormir. Estou horrorizado com tudo isso”.

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