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vereador quer campanha permanente em Cuiabá

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O vereador Rafael Ranalli (PL) propôs que a prefeitura de Cuiabá desenvolva uma campanha permanente de conscientização para que a população não dê esmolas nas ruas, mas direcione doações a instituições sociais e igrejas. A ideia, segundo ele, é desestimular a permanência de pessoas em situação de rua e fortalecer as redes de acolhimento já existentes.

“Quem quer ajudar, ajuda de verdade, mas de forma certa. Doe na igreja, em um abrigo, em um projeto social, não na rua”, afirmou o parlamentar durante entrevista ao Podcast Política de Primeira, do portal Primeira Página.

Camada de podcast para site de Rafael Ranali
Vereador quer campanha permanente em Cuiabá. (Foto: Primeira Página)

Ranalli citou exemplos de cidades como Florianópolis, onde há placas nos semáforos alertando motoristas sobre o impacto das esmolas diretas. “Lá deu certo. As pessoas entenderam que dar dinheiro na rua não resolve o problema, só perpetua o ciclo”, disse.

Além da campanha contra a esmola, o vereador também quer ampliar o programa “De volta pra casa”, que custeia passagens rodoviárias para pessoas em situação de rua retornarem à cidade de origem. Segundo ele, a medida ajudaria a reduzir o número de pessoas nas vias públicas e reaproximar essas pessoas de suas famílias.

“Se o cidadão nasceu em Londrina, por exemplo, e tem família lá, por que deixá-lo sem apoio aqui? O programa pode pagar a passagem para que ele volte ao convívio da família e tenha uma chance de recomeçar”, explicou.

Veja trecho abaixo:

O vereador destacou no Política de Primeira, que pretende destinar emenda parlamentar para reforçar a iniciativa, que atualmente é executada pela Secretaria Municipal de Assistência Social, e defendeu que a ação seja obrigatória por lei.

Ranalli reconhece que parte das pessoas em situação de rua enfrenta dependência química e outros problemas de saúde mental, mas diz acreditar que o poder público precisa “oferecer a chance de retorno” antes de qualquer medida compulsória. “Nem todos querem ajuda, mas quem quer precisa ter um caminho aberto”, pontuou.

A proposta ainda será discutida com a equipe da prefeitura e com representantes da área social, que analisam a viabilidade legal da ampliação do programa e a possibilidade de campanhas educativas nos semáforos e terminais urbanos.

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