domingo, abril 26, 2026

China destaca benefícios mútuos em acordo com EUA sobre o TikTok; entenda

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Num artigo assinado por A Voz da China – pseudónimo usado para expor a posição oficial do país em matérias de política externa -, o Diário do Povo salientou que o pacto, alcançado após uma quarta ronda de negociações sobre as tensões comerciais entre Pequim e Washington, realizada em Madrid, também “se baseia nos princípios do respeito mútuo e da coexistência pacífica”.

Segundo o jornal, as autoridades chinesas vão agora “rever e aprovar, de acordo com a lei, questões relacionadas com a exportação de tecnologia do TikTok e as autorizações de direitos de propriedade intelectual”.

O editorial acrescenta que “o Governo chinês respeita plenamente a vontade das empresas e apoia-as na realização de negociações comerciais justas e de acordo com os princípios de mercado”, exortando Washington a garantir “um ambiente de negócios aberto, justo e não discriminatório” para empresas chinesas nos Estados Unidos, incluindo o TikTok.

O posicionamento surge após as conversações em Madrid, onde o subdiretor da Administração do Ciberespaço da China, Wang Jingtao, falou de um “consenso básico” quanto à gestão dos dados dos utilizadores norte-americanos, ao negócio de segurança quântica e às licenças relacionadas com algoritmos e outros direitos de propriedade intelectual.

Na sequência do acordo, o Presidente dos EUA, Donald Trump, adiou por três meses a entrada em vigor da lei que proíbe o TikTok no território norte-americano, fixando agora 16 de dezembro como prazo para que a ByteDance, empresa-mãe da plataforma, venda a operação nos EUA.

Trata-se da quarta vez que Trump posterga a aplicação do veto, após adiamentos em janeiro, abril e junho. O Presidente norte-americano deverá manter uma conversa telefónica com o homólogo chinês, Xi Jinping, na sexta-feira, para abordar diretamente o acordo.

Segundo Washington, o pacto permitirá que a filial do TikTok nos EUA, com cerca de 150 milhões de utilizadores ativos dos 1.500 milhões registados globalmente, passe a estar sob propriedade norte-americana.

A lei aprovada pelo Congresso em 2024 exige que a ByteDance se desvincule totalmente do TikTok para evitar que o Governo chinês aceda a dados de utilizadores nos EUA, uma alegação que Pequim nega veementemente.

Durante o primeiro mandato presidencial, Trump foi um crítico assumido do TikTok por motivos de segurança nacional, mas atualmente adota uma postura mais favorável, considerando que a plataforma lhe permitiu aproximar-se do eleitorado jovem durante a campanha eleitoral.

Leia Também: Trump mantém TikTok disponível nos EUA até 16 de dezembro

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