terça-feira, abril 28, 2026

Sem abastecimento, moradora de Várzea Grande com mãe acamada precisa comprar água

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Há mais de 15 dias, moradores de Várzea Grande convivem com a incerteza de abrir a torneira e não ver água. Em meio à crise, a rotina de Micaela Alves da Costa, moradora do bairro São Simão há 35 anos, expõe de forma dolorosa os impactos da falta de abastecimento.

Na casa simples onde vive com quatro crianças e a mãe, que está acamada após Alzheimer e um AVC, a água só chega quando ela consegue juntar dinheiro para comprar de caminhões-pipa.

“Se eu não tiver condições de comprar água, não consigo nem cuidar da minha mãe. Quando acaba, peço baldes pros vizinho, senão não consigo fazer a higiene dela. Não tem uma gota de água”, conta Micaela.

Além das dificuldades dentro de casa, a crise hídrica também prejudica o atendimento de saúde no município. Moradores do bairro Santa Clara relatam que a unidade de saúde que atende diversas regiões — como Maringá 1, 2 e 3 e Santa Luzia — também sofre com a escassez de água.

Na última terça-feira, a prefeitura decretou estado de calamidade pública. A medida permite contratar serviços emergenciais e redirecionar recursos para tentar amenizar o problema. Nesta sexta, o Departamento de Água e Esgoto (DAE) anunciou ações emergenciais, como reforço no envio de caminhões-pipa e reparos nas estações de tratamento.

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Moradores juntam água em latões para enfrentar o desabastecimento em Várzea Grande. (Foto: Reprodução/TV Centro América)

Apesar de o Rio Cuiabá — manancial que abastece Várzea Grande e Cuiabá — estar em nível normal, o Departamento de Água e Esgoto (DAE) afirma que o problema está no sistema de captação e distribuição, considerado antigo e ineficiente. As estações de tratamento não são interligadas, o que impede a redistribuição rápida em situações de emergência.

A Estação de Tratamento de Água (ETA) do bairro Cristo Rei, uma das principais da cidade, passa por manutenções constantes. Segundo o departamento, os filtros não suportam o excesso de sedimentos da água barrenta típica deste período, o que provoca interrupções no abastecimento.

Os números confirmam a gravidade: em 2024, Várzea Grande entrou no ranking do Instituto Trata Brasil como uma das piores cidades do país em acesso à água, esgoto e eficiência dos serviços, ocupando a 92ª posição entre os 100 maiores municípios do Brasil.

Para Zilmar Dias, presidente do DAEa saída definitiva passa pela concessão do serviço à iniciativa privada.

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