domingo, novembro 1, 2026

“Agressão armada” dos EUA quer impor “governos fantoches” na Venezuela

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“O povo dos Estados Unidos está bem ciente de que o que se pretende contra a Venezuela é uma agressão armada para impor uma mudança de regime, instalar governos fantoches e roubar seu petróleo, gás, ouro e todos os seus recursos naturais”, declarou Nicolás Maduro, na sexta-feira.

O chefe de Estado afirmou que o país “nunca se humilhará diante de nenhum império, independentemente do seu poder, independentemente do seu nome” e prometeu “dar uma lição moral, ética e política a esse império (Estados Unidos) nos próximos anos”.

Em discurso transmitido pela emissora estatal venezuelana VTV, Maduro disse que a Venezuela tem “direito à paz, à soberania, à sua existência, e nenhum império no mundo vai tirar isso”.

“Se for necessário passar de formas de luta desarmada para formas de luta armada, este povo fará isso pela paz”, reiterou o presidente.

Maduro discursava em uma conferência internacional contra o “colonialismo, o neocolonialismo e a expropriação territorial”, que reuniu 137 delegados de 59 países.

No mesmo evento, a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que o governo da vizinha Guiana “abriu as portas ao invasor norte-americano, à agressão militarista” na região.

Segundo Rodríguez, Nicolás Maduro “fez muitos telefonemas para o secretário-geral das Nações Unidas (António Guterres), desde 2015, 2016, 2017 e até este ano”, sem, no entanto, apresentar provas ou dar mais detalhes.

A vice-presidente também disse que Maduro “alertou para a importância do financiamento da ExxonMobil”, uma petrolífera norte-americana, “ao governo da Guiana para fomentar a agressão militar, uma agressão bélica dos Estados Unidos não só contra a Venezuela, mas também contra o nosso mar do Caribe”.

A Venezuela retomou, em 2019, suas reivindicações sobre o território de Essequibo — controlado pela Guiana — após a descoberta de novas reservas de petróleo e minerais.

Horas antes, a Venezuela havia denunciado ao Conselho de Segurança da ONU — presidido neste mês pela aliada Rússia — a “incursão ilegal de caças norte-americanos” a cerca de 75 quilômetros da costa venezuelana.

Washington enviou pelo menos oito navios de guerra e um submarino de ataque rápido movido a energia nuclear, além de mais de 4.500 soldados, para o Caribe.

Além disso, enviou caças F-35B de última geração para Porto Rico.

Na sexta-feira, as Forças Armadas dos Estados Unidos destruíram mais uma embarcação supostamente envolvida no tráfico de drogas ao largo da costa da Venezuela, matando quatro pessoas — o quinto ataque do tipo desde o início de setembro.

Leia Também: Ex-ministra deve se tornar a primeira mulher a liderar o Japão

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