domingo, novembro 1, 2026

Venezuela realiza exercícios com mísseis antiaéreos de fabricação russa

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UMs manobras ocorreram nos estados de Falcón (noroeste) e Sucre (nordeste), ao mesmo tempo em que o governo do presidente Nicolás Maduro convocou exercícios de proteção civil para preparar a população para catástrofes naturais ou um eventual conflito armado.

As relações entre Washington e Caracas já estavam bastante deterioradas, mas atingiram um novo patamar negativo desde que os Estados Unidos enviaram, há quase um mês, oito navios de guerra com uma força de 4.500 militares a bordo e um submarino nuclear para o Caribe. Na semana passada, juntaram-se ainda 10 caças furtivos F-35 deslocados para Porto Rico, com a missão de impedir o sobrevoo da aviação venezuelana sobre a frota norte-americana, em uma ampla operação militar oficialmente organizada para, supostamente, combater o tráfico de drogas.

Segundo Washington, pelo menos três embarcações de supostos traficantes vindos da Venezuela foram destruídas, resultando na morte de 14 pessoas.

Na Venezuela, a emissora estatal VTV e o Exército divulgaram imagens das tropas em ação, além de mísseis antiaéreos Pechora de fabricação russa montados em caminhões.

Os militares também dispararam em direção ao mar com canhões e realizaram desembarques a partir de uma fragata com veículos anfíbios.

O governo venezuelano classifica a presença norte-americana no Mar do Caribe como uma “ameaça militar”.

As tropas também realizaram exercícios com helicópteros e paraquedistas em áreas costeiras próximas a Trinidad e Tobago, um pequeno arquipélago vizinho que apoia oficialmente a intervenção americana.

De acordo com o New York Times (NYT), na semana passada a força de 4.500 militares atualmente a bordo dos oito navios de guerra enviados ao Caribe é muito pequena para invadir a Venezuela ou qualquer outro país que abrigue traficantes.

O jornal destaca ainda que essa força não está operando na principal área marítima usada em grandes campanhas de interdição de drogas, que seria o leste do Oceano Pacífico, segundo especialistas regionais citados pelo diário nova-iorquino.

O envio clandestino de forças de operações especiais de elite sugere que ataques ou incursões de comandos dentro do próprio território venezuelano podem estar sendo planejados, segundo os especialistas ouvidos pelo NYT.

Leia Também: Ataque com 500 drones e 40 mísseis russos matam quatro pessoas em Kiev

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