terça-feira, abril 28, 2026

Eu vou dizer a Trump que podemos resolver a Guerra da Ucrânia, afirma Lula

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KUALA LUMPUR, MALÁSIA (FOLHAPRESS) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que vai dizer a Donald Trump que os países podem resolver juntos a guerra entre a Ucrânia e a Rússia.

Segundo o petista, o conflito está em seu “ponto de maturidade” e, por isso, os líderes envolvidos já sabem quais são as suas demandas.

“Já estamos há três anos de guerra. O (Vladimir) Putin já sabe o que quer, o (Volodimir) Zelenski já sabe o que quer, cada um já sabe o que vai conseguir. O que está faltando é colocar isso na mesa de negociação. E eu acho que estamos chegando no ponto de acabar com essa guerra no mundo. E não precisa ter mais guerra”, disse ele em conversa com jornalistas na manhã desta segunda-feira (27).

A fala ocorreu um dia após o encontro entre o brasileiro e o americano em Kuala Lumpur, na Malásia, onde ocorre a cúpula da Asean (Associação dos Países do Sudeste Asiático, em português), da qual os líderes participam como convidados.

Na reunião bilateral, os líderes discutiram, principalmente, as tarifas impostas pelo americano a produtos brasileiros. Outros temas, porém, também entraram na pauta, incluindo a Guerra da Ucrânia.

Desde que assumiu o governo, em 2023, Lula tenta se colocar como um possível mediador para o conflito, iniciado um ano antes da sua posse. Mas o brasileiro tem recebido críticas pelo que países consideram ser uma posição mais favorável à Rússia de Vladimir Putin -o petista evita culpar Moscou pela invasão.

Lula já disse, por exemplo, que “quando um não quer, dois não brigam”, a despeito de a Rússia ter invadido o vizinho e iniciado a guerra. E ainda no início de seu mandato, o brasileiro tentou costurar com a China uma posição conjunta para uma negociação de paz na Ucrânia, mas a proposta também foi rechaçada por Zelenski.

O ucraniano, aliás, já criticou o posicionamento de seu homólogo. “Lula quer ser original, e devemos dar essa oportunidade a ele. Agora, é preciso responder a algumas perguntas muito simples: o presidente acha que assassinos devem ser condenados e presos?”, disse o ucraniano também em 2023.

Neste ano, Lula voltou a se engajar no tema. Após participar das celebrações dos 80 anos da vitória russa na Segunda Guerra Mundial, em maio, ele pediu a Putin que fosse a Istambul negociar um cessar-fogo. Delegações dos dois lados se reuniram na Turquia para conversas, mas nem Putin nem Zelenski compareceram.

Em setembro, Lula se encontrou pela segunda vez com Zelenski às margens da Assembleia-Geral da ONU. Na ocasião, o brasileiro disse que sentiu o ucraniano com “muito mais vontade de conversar” e prometeu dialogar sobre o assunto com Trump, o que ocorreu durante o encontro na Malásia.

Na reunião com o americano, Lula se ainda colocou à disposição para atuar como mediador da tensão dos EUA com a Venezuela e tratou das punições impostas pelos EUA a autoridades, como a Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e a restrição aplicada ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em Nova York, que teve sua circulação e a de sua família restringidas a cinco quarteirões na viagem que faria à cidade para participar de eventos da ONU.

A avaliação do governo é de que o encontro entre os líderes foi muito produtivo e que o americano entendeu o senso de urgência das autoridades brasileiras para que as sobretaxas fossem discutidas.

No mesmo dia, pela noite, representantes do governo brasileiro, entre eles o chanceler Mauro Vieira, conversaram por telefone com negociadores americanos. Já na manhã seguinte, na segunda, uma reunião foi conduzida na capital malaia, onde Vieira e Márcio Rosa, secretário-executivo do Ministério de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, encontraram-se com representantes do comércio dos EUA e com o secretário do Tesouro, Scott Bessent.

Nesse encontro, ficou acordado que assuntos políticos ficariam fora da mesa de negociação das tarifas.

A jornalistas Lula disse que “as questões políticas foram colocadas na presença dos dois presidentes da República, não na mesma negociação sobre negócios”. “Quem vai discutir política, nesse negócio do Brasil, é o presidente Trump e o presidente Lula. Eles vão negociar as taxações comerciais que foram impostas.”

Leia Também: Milei teve ‘muita ajuda’ dos EUA para vencer eleições legislativas, diz Trump

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