Senadora apontou falhas na atuação do Governo Federal após operação com 64 mortos
A megaoperação desta terça-feira (28) no Rio de Janeiro já soma 64 mortos nos complexos do Alemão e da Penha e causou reação entre os parlamentares federais de Mato Grosso do Sul. A senadora Tereza Cristina (PP) disse que o Estado ‘sangra abandonado’ e criticou a atuação do Governo Federal.
“O Rio, cartão postal do Brasil no exterior, sangra abandonado”, criticou Tereza.
Assim, a senadora pontuou que existem mais de 10 agentes da lei feridos, sendo dois mortos. “Traficantes queimam barricadas e lançam bombas com drones contra policiais, algo inédito! E a população acorda em mais uma terça-feira sob tiroteio intenso! É o narcoterrorismo implantado”, comentou Tereza.
Para a senadora, “o estado do Rio está realmente lutando sozinho”. Então, após megaoperação, considerada até o momento como a mais letal da história, Tereza criticou o Governo Federal.
“A segurança pública é prioridade para nós e para todos os brasileiros, mas o governo federal opta por gastar centenas de milhões em propaganda antecipada e programas eleitoreiros”, disse.
Fala de Lula
A senadora por MS lembrou da fala de Lula (PT). “E lá do exterior ainda ouvimos que “traficantes são vítimas dos usuários””, disse.
Em 24 de outubro, durante coletiva na Indonésia, Lula comentou sobre o cenário de drogas no país. “Os usuários são responsáveis pelos traficantes, que são vítimas dos usuários também”, afirmou na ocasião.
Contudo, após a repercussão da declaração, o presidente da República usou as redes sociais para retratação. “Fiz uma frase mal colocada nesta quinta e quero dizer que meu posicionamento é muito claro contra os traficantes e o crime organizado“, disse.
Operação
O objetivo da operação é combater a expansão territorial do Comando Vermelho. Além disso, visa a prisão de lideranças criminosas que atuam no Rio e em outros estados.
Foram 100 mandados de prisão contra integrantes da facção. Entre os alvos, 30 são de outros estados, com destaque para membros da facção no Pará, que estariam escondidos nessas regiões.
Por fim, até o momento são 64 mortes, sendo 60 de suspeitos, quatro de policiais (dois civis e dois do Bope) e 81 presos, segundo a CNN. Segundo o Governo do Rio, a operação desta terça-feira é a maior em 15 anos.


