segunda-feira, abril 27, 2026

Civis são escudos do Hamas que pagam “preço da guerra”

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UMs Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmaram que civis palestinos que permanecerem na cidade de Gaza “não serão alvo” direto, mas estarão em áreas de combate e sujeitos a riscos por serem usados como “escudos humanos” pelo Hamas.

Em entrevista à agência Lusa, em Tel Aviv, o porta-voz das FDI, major Rafael Rozenszajn, disse que o grupo islamista mantém seu principal reduto em Gaza justamente por ser a área mais populosa do enclave. Segundo ele, o Hamas utiliza casas, escolas e até hospitais para lançar foguetes, armazenar armas e montar centros de comando.

Israel conduz uma ampla ofensiva militar para ocupar a cidade, eliminar militantes do Hamas e tentar resgatar 48 reféns, dos quais se presume que 20 ainda estejam vivos. Rozenszajn reforçou que os alvos das FDI são “exclusivamente militares”, mas admitiu que a população civil acaba pagando o preço da guerra.

Até a noite de quarta-feira, as tropas israelenses afirmavam controlar cerca de 40% da cidade, em meio à retirada de aproximadamente 400 mil habitantes. Outros 500 mil ainda permanecem na zona de conflito, de acordo com estimativas oficiais.

Para tentar reduzir os danos à população, o porta-voz destacou que o Exército fez mais de 150 mil ligações em árabe e lançou nove milhões de panfletos pedindo evacuação. Mesmo assim, autoridades locais de Gaza, controladas pelo Hamas, afirmam que cerca de cem pessoas morreram apenas na fase terrestre da operação.

Rozenszajn disse que Israel usa “inteligência precisa e armamento cirúrgico” e que dezenas de ataques aéreos foram cancelados ao identificar civis próximos dos alvos. Segundo ele, prédios altos também foram destruídos por servirem como pontos de observação e ataque do Hamas.

A ofensiva tem gerado críticas internas e externas. Familiares de reféns protestam em Jerusalém temendo que a ação coloque suas vidas em risco. Netanyahu também enfrenta pressão internacional, diante de acusações de genocídio e crimes contra a humanidade na Faixa de Gaza.

Apesar da repercussão, Rozenszajn defendeu que as operações são necessárias para a sobrevivência de Israel. Ele afirmou que os militares estão preparados para uma guerra “assimétrica e complexa”, que coloca um Estado democrático contra um grupo terrorista que, segundo ele, “não respeita normas internacionais”.

Desde o ataque do Hamas, em 7 de outubro de 2023, que deixou cerca de 1.200 mortos em Israel e 251 reféns, mais de 64 mil palestinos morreram em Gaza, em sua maioria civis, segundo autoridades locais – números não confirmados por Israel.

Exército afirma que entre 2.000 e 3.000 combatentes do grupo palestino estão no local, considerado o principal reduto do Hamas; operações foram intensificadas durante a noite em direção ao centro da capital da Faixa de Gaza

Notícias ao Minuto | 08:45 – 16/09/2025

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