domingo, novembro 1, 2026

Austrália oferece R$ 3 milhões por suspeito da morte de policiais

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Desmond Freeman, de 56 anos, está sendo procurado por mais de 450 policiais no interior da Austrália desde um tiroteio fatal em 26 de agosto, ocorrido durante uma operação de busca em sua casa, na pequena cidade de Porepunkah, no sudeste do país.

Após repetidos pedidos de rendição e interrogatórios com familiares, a Polícia do Estado de Victoria anunciou uma recompensa de 1 milhão de dólares australianos (cerca de 560 mil euros) por informações que levem à captura de Freeman — um valor sem precedentes para essa corporação.

“Esse valor reflete a gravidade do crime violento e o nosso compromisso em localizar Freeman o mais rápido possível, para que ele deixe de representar um risco à população”, afirmou o inspetor Dean Thomas, ressaltando que a recompensa pode “mudar vidas”.

Porepunkah, uma cidade de pouco mais de mil habitantes, localizada a 320 km a nordeste de Melbourne e conhecida por suas vinícolas e paisagens panorâmicas, é considerada uma das portas de entrada para a região alpina turística de Victoria.

A polícia acredita que Freeman estava fortemente armado quando fugiu para uma área de floresta densa.

A imprensa australiana descreve o suspeito como um adepto radical do movimento “Soberanos” (Sovereign Citizens), cujos membros rejeitam a autoridade do Estado, incluindo a polícia.

O movimento surgiu nos Estados Unidos na década de 1970 e se espalhou pela internet, principalmente no Facebook, reunindo tanto ativistas quanto oportunistas que buscam, por exemplo, formas de evitar o pagamento de contas e obrigações legais.

Na França, seguidores acreditam que o Estado não existe como entidade pública, mas sim como uma empresa privada criada em 1947, à qual não estariam obrigados a se submeter sem consentimento. Um deles foi condenado, em abril, a cinco meses de prisão por se recusar a se submeter a uma abordagem policial.

A esposa de Freeman, Amalia, e o filho adolescente chegaram a ser detidos para interrogatório, mas foram liberados. Amalia fez um apelo público para que o marido se entregue.

“Até o momento, não há indícios de que Freeman esteja recebendo ajuda direta de alguém; no entanto, devido ao terreno acidentado e à necessidade de suprimentos, isso continua sendo uma possibilidade”, disse a polícia em comunicado, sem descartar também a hipótese de que o suspeito já possa estar morto.

De acordo com o Memorial Nacional da Polícia da Austrália, o último policial morto em serviço havia sido em 2023, no estado da Austrália Meridional. Em 2022, dois policiais foram assassinados a tiros por extremistas cristãos em uma propriedade rural no estado de Queensland.

Leia Também: Maduro defende que nenhuma disputa com EUA “justifica conflito militar”

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