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EUA e China estabelecem canais de comunicação entre forças armadas

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Hegseth disse que conversou com seu homólogo chinês, o almirante Dong Jun, na noite de sábado, à margem de uma reunião de segurança regional, e que ambos concordaram que “a paz, a estabilidade e as boas relações são o melhor caminho para dois grandes e fortes países”.

As declarações de Hegseth, publicadas na rede social X, foram divulgadas poucas horas depois de ele ter exortado as nações do Sudeste Asiático a manterem-se firmes e fortalecerem suas forças marítimas para combater as ações cada vez mais “desestabilizadoras” da China no Mar do Sul da China.

“As reivindicações territoriais e marítimas da China no Mar do Sul da China vão contra os compromissos de resolver disputas de forma pacífica”, afirmou Hegseth durante uma reunião com seus homólogos da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) no sábado.

“Buscamos a paz. Não buscamos conflitos. Mas precisamos garantir que a China não esteja tentando dominá-los”, acrescentou.

O Mar do Sul da China continua sendo um dos pontos mais voláteis da Ásia. Pequim reivindica quase toda a região, enquanto membros da ASEAN — especialmente Filipinas, Vietnã, Malásia e Brunei — também reivindicam soberania sobre áreas costeiras e várias ilhas.

As Filipinas, um importante aliado dos Estados Unidos, têm protagonizado frequentes confrontos com as forças marítimas chinesas.

Manila tem repetidamente pedido uma resposta regional mais firme, mas a ASEAN tradicionalmente tenta equilibrar a cautela com os laços econômicos com Pequim, o maior parceiro comercial da região.

Hegseth afirmou na rede X que conversou com o presidente norte-americano Donald Trump e que ambos concordaram que “as relações entre os EUA e a China nunca estiveram melhores”.

A reunião de Trump com o presidente chinês Xi Jinping, realizada na Coreia do Sul na semana passada, “definiu o tom para uma paz e sucesso duradouros entre os Estados Unidos e a China”, acrescentou o secretário de Defesa, que deixou a Malásia neste domingo rumo ao Vietnã.

As mensagens contrastantes — uma advertência severa na reunião da ASEAN seguida de uma linguagem conciliatória nas redes sociais — destacam o esforço de Washington para equilibrar dissuasão e diplomacia em meio às crescentes tensões com Pequim.

“Trata-se de controle de danos. Mais importante ainda, reflete duas correntes diferentes nas relações entre Estados Unidos e China — uma que vê a China como uma ameaça e outra que a considera um possível parceiro”, afirmou a analista política do Sudeste Asiático Bridget Welsh, citada pela agência Associated Press.

Hegseth instou a ASEAN, no sábado, a acelerar a conclusão de um Código de Conduta — há muito adiado — que vem sendo negociado com a China para regulamentar o comportamento no mar. O secretário também propôs o desenvolvimento de sistemas compartilhados de vigilância marítima e resposta rápida para dissuadir provocações.

Uma rede de “consciência marítima compartilhada” garantiria que qualquer membro que enfrentasse “agressão ou provocação não estivesse sozinho”, justificou.

Hegseth também elogiou os planos para um exercício marítimo conjunto ASEAN-EUA em dezembro, destinado a fortalecer a coordenação regional e defender a liberdade de navegação.

A China rejeita as críticas dos Estados Unidos sobre sua conduta marítima, acusando Washington de interferir em assuntos regionais e provocar tensões com sua presença militar. Autoridades chinesas afirmam que suas patrulhas e atividades no mar são legais e têm como objetivo manter a segurança em território que consideram chinês.

Autoridades chinesas também criticaram as Filipinas no sábado, chamando o país de “elemento desordeiro”, após Manila ter realizado exercícios navais e aéreos com os Estados Unidos, Austrália e Nova Zelândia no Mar do Sul da China.

O exercício de dois dias, que terminou na sexta-feira, foi o 12º realizado pelas Filipinas com nações parceiras desde o ano passado, com o objetivo de proteger seus direitos nas águas disputadas.

Tian Junli, porta-voz do Comando do Teatro Sul do Exército de Libertação Popular da China, afirmou que o exercício prejudicou gravemente a paz e a estabilidade regionais. “Isso prova ainda mais que as Filipinas são o causador de problemas na questão do Mar do Sul da China e um sabotador da estabilidade regional”, declarou.

Leia Também: Trump diz não considerar ataques dentro da Venezuela após pressão sobre Maduro

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