quarta-feira, novembro 4, 2026

Menino de 6 anos com sequelas da Covid-19 tem 20 convulsões diárias em Maracaju

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A situação de saúde do pequeno Guilherme Silva, de 6 anos, tem gerado grande preocupação para a mãe, Elaine da Silva Cavalheiro. O garoto, que enfrenta sérias complicações de saúde após sequelas graves do Covid-19, necessita de cuidados médicos constantes e especializados, mas a falta de assistência tem deixado a família em uma situação desesperadora em Maracaju.

Guilherme é considerado um paciente grave. Ele faz uso de respirador mecânico em casa e enfrenta até 20 crises convulsivas por dia, além de episódios de apneia, quando para de respirar, levando à perda de consciência. “Tenho medo de perder meu filho. Cada vez ele está pior, com crises que duram o dia e a noite”, desabafou Elaine.

A mãe, que tem lutado incansavelmente para garantir a qualidade de vida e a saúde de Guilherme, relata que ele precisa de atendimento domiciliar especializado por pelo menos 12 horas diárias, incluindo serviços de fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional. Serviços que não são atendidos por o falta de profissionais em Maracaju.

Elaine compartilhou que, durante uma consulta com a neurologista de Guilherme, em Campo Grande, a médica alertou que, caso o menino não receba o atendimento adequado, ele pode desenvolver complicações ainda mais graves, como uma telestesia pulmonar. O quadro de Guilherme é um reflexo das sequelas do Covid-19, que comprometeram seriamente sua saúde respiratória e neurológica.

“Eu já não sei mais o que fazer. Tudo o que conseguimos para ele até hoje veio de rifas e vaquinhas, graças à ajuda de pessoas solidárias”, contou a mãe, que vive sob pressão constante e com um desgaste psicológico profundo. A falta de apoio da rede pública tem agravado ainda mais o estado emocional de Elaine, que enfrenta uma verdadeira batalha pela vida do filho.

Apesar de Guilherme receber atendimento de um clínico e um pediatra de Maracaju, esses profissionais visitam a criança apenas uma vez por mês. A mãe, no entanto, solicita que as consultas aconteçam pelo menos a cada 15 dias, dada a gravidade da condição de saúde do garoto. A maior preocupação de Elaine é que, sem o atendimento diário que o filho tanto precisa, ele continue a sofrer com complicações e crises constantes.

“Ser mãe já é difícil, mas ser mãe de uma criança com tantas necessidades e riscos é ainda mais difícil”, lamenta Elaine. Ela implora por mais suporte e uma solução urgente para garantir que Guilherme tenha as condições necessárias para uma vida digna e segura.

A reportagem entrou em contato com as secretarias de Saúde do Estado e da prefeitura e aguarda retorno. 

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