quarta-feira, novembro 4, 2026

Acusados de matar adolescentes vão a júri popular em Campo Grande

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Vão a júri popular nesta quarta-feira (5) Nicollas da Silva, Kleverton Bibiano, George Gomes, Rafael Mendes e João Vitor Mendes, jovens acusados de envolvimento nas mortes de dois adolescentes em maio do ano passado.

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Plenário do Tribunal do Júri, em Campo Grande. (Foto: TJMS)

As vítimas, um menino e uma menina de apenas 13 anos, foram assassinadas por engano em meio à briga entre os réus na rua Flor de Maio, bairro Aero Rancho, Campo Grande.

De acordo com o boletim de ocorrência, dois dos cinco acusados estavam em uma moto preta e passaram atirando em via pública com o intuito de acertar um terceiro réu, que vendia drogas próximo à esquina em que as vítimas estavam sentadas.

O alvo correu em direção aos adolescentes e os tiros que eram para atingi-lo acabaram acertando os dois adolescentes. A menina foi atingida no rosto, pescoço e braço, o garoto no tórax. O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e Emergência) foi acionado, mas sem sucesso de salvamento.

A decisão partiu do titular da 2ª Vara do Tribunal do Júri da Capital, Aluízio Pereira dos Santos, em novembro do ano passado. No entanto, o julgamento ocorre quase um ano depois, devido aos recursos ingressados pelas defesas dos réus, nenhum aceito pelo juiz.

Detalhamento

O magistrado considerou haver indícios suficientes de autoria para todos os acusados, levando em consideração os seguintes fatos:

• Nicollas Inácio Souza da Silva: na Delegacia, confessou ter pilotado a motocicleta, ter desferido os tiros nas vítimas. Ele portava uma pistola 357.

• Rafael Mendes de Souza: negou envolvimento no crime, mas admitiu que a motocicleta utilizada na ocasião dos fatos (produto de furto) foi deixada em sua casa.

• George Edilton Dantas Gomes: admitiu ter servido como motorista de aplicativo, mas alegou não ter ciência do crime. Os investigadores, contudo, mencionaram que George teria afirmado que efetuou a corrida, e outros envolvidos declararam que o mesmo tinha ciência dos fatos e estava previamente combinado para facilitar a fuga.

• Kleverton Bibiano Apolinário da Silva: apontado como o mandante do crime. Análise no celular de Nicollas constatou conversas com um contato sobre os crimes, em que Kleverton orientava a se livrar da arma e prometia auxílio na fuga e envio de dinheiro.

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