domingo, abril 26, 2026

Com apenas 9 anos, menina se torna ponte entre pai surdo e o mundo depois da perda da avó

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Em um cantinho simples do bairro Noroeste, em Campo Grande, vive a pequena Manuela Armstrong Martins, de nove anos, que carrega uma responsabilidade maior do que a própria idade permitiria. Depois da morte da avó dona Zélia, que era quem cuidava dela desde o nascimento, a criança passou a viver apenas com o pai, Ralf Amorim Armstrong, que é surdo e enfrenta graves problemas de saúde.

A história de Manuela comove. Desde muito nova, ela aprendeu Libras para poder se comunicar com os pais surdos, e chegou a emocionar a internet quando, ainda com dois aninhos, apareceu em reportagens demonstrando sua habilidade precoce na língua de sinais. Hoje, no entanto, essa mesma habilidade se tornou o elo de sobrevivência da família: é Manuela quem traduz o mundo para o pai.

Entretanto, desde a morte da avó, Manu e o pai enfrentam dificuldades. Com a partida de Zélia, Ralf precisou assumir os cuidados integrais da filha. “Ela vai para a escola, ele arruma ela direitinho. Mas o Ralf teve meningite quando criança, quase morreu alguns anos atrás, teve um sério problema de saúde e ficou meses internado e dali ele não melhorou. Com o falecimento da Zélia, a Manu ficou responsável pela conexão do pai dela com o mundo”, conta Rosiany Barros, amiga da falecida dona Zélia, que hoje tenta mobilizar ajuda para os dois.

Devido à surdez de Ralf, Manuela precisa estar sempre com o pai, para auxiliar com coisas como mercado e compras, por exemplo. “Ela é uma criança que está muito sobrecarregada. Faz o papel de filha, de tradutora e de cuidadora”, revela Rosiany. “O Ralf recebe pensão pela condição, mas está passando por muita dificuldade sem a Zélia, e quem sofre mais é a pequenininha. Ela é uma menina muito inteligente e tem tudo para dar certo na vida, só precisa de um apoio enquanto pequena. É só ela e o Ralf na casa”.

Sem o suporte familiar de antes, a situação da dupla se agravou. Ralf recebe apenas um benefício mínimo por invalidez, e não tem direito ao Bolsa Família, já que vive sozinho com a filha. A casa onde moram, próxima ao presídio do Noroeste, é simples, e muitas vezes falta o essencial. 

“O Ralf está muito debilitado, e a Manuela é quem sofre mais com tudo isso. Eles precisam de apoio para o básico: comida, higiene, um pouco de estabilidade”. Além disso, Rosiany revela que o pai de Manuela possui muita dificuldade em escrever e até mesmo em libras. 

Quem desejar colaborar com alimentos ou qualquer tipo de ajuda pode entrar em contato diretamente com a família pelo telefone (67) 99160-7261.

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