quinta-feira, junho 11, 2026
Bora Ouvir – Total 40 Graus
BORA OUVIR
PROGRAMAÇÃO TOTAL 40 GRAUS
🔴 AO VIVO AGORA
Clique em "Letra" para ver a letra da música atual

Brasileira presa no Camboja é condenada a 2 anos e 6 meses de prisão, diz família

Date:

Share G1 Style

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A brasileira Daniela Marys, 36, presa no Camboja sob acusação de porte de drogas, foi condenada a dois anos e seis meses de prisão. A informação foi confirmada pela irmã de Daniela, Lorena Oliveira. Segundo ela a jovem foi vítima de tráfico internacional de pessoas.

A família tem até 30 dias para recorrer da decisão. “Estamos abalados e muito tristes”, diz Lorena. A reportagem procurou o Itamaraty e questionou se o órgão deve entrar com algum recurso para extraditar a arquiteta, mas não obteve retorno até a publicação deste texto.

Segundo Lorena, o advogado de Daniela abandonou o caso e não compareceu nesta quarta-feira (12) para ouvir a sentença. Agora, a família busca uma nova defesa e conta com apoio e assessoria de advogados no Brasil para solicitar providências cabíveis junto ao Itamaraty visando uma possível extradição.

Até hoje, a família desconhece qual substância Daniela é acusada de portar -as autoridades afirmam apenas que ela possuía três cápsulas.

Daniela, que é arquiteta, viajou ao Camboja em 30 de janeiro após receber uma proposta de emprego na área de telemarketing.

A família ficou preocupada com a ideia, mas Daniela dizia que seria algo provisório para juntar dinheiro e retornar ao Brasil. A irmã afirma que a arquiteta já morou em outros países -como nos Estados Unidos e em Dubai- e nunca havia tido problemas.

De acordo com a irmã, logo após chegar ao país, Daniela teria estranhado a exigência em entregar ao passaporte ao seus empregadores. Além disso, relatou ter de dividir o quarto com outras jovens e não poder fechar a porta do cômodo.

Após algum tempo, Daniela teria descoberto que o trabalho consistia em aplicar golpes em brasileiros. Descontente, ela teria pedido para deixar o local, segundo a irmã. Mas, em 26 de março, policiais apareceram no dormitório e a prenderam por posse das cápsulas.

A partir daí, a faília relata que começaram as dificuldades para conseguir contato com Daniela. Após a prisão, golpistas que estavam em posse do telefone da brasileira ainda aplicaram um golpe, obrigando a família a transferir R$ 27 mil, conta a irmã.

Todos os gastos com comida, água e itens de higiene usados por Daniela na prisão precisam ser pagos pela família. Por isso, foi criada uma vaquinha online para arrecadar R$ 60 mil, a fim de cobrir as despesas já acumuladas, incluindo o valor que poderá ser necessário para o retorno dela ao Brasil.

BRASIL ALERTA PARA ALICIAMENTO DE PESSOAS COM FALSAS PROPOSTAS DE EMPREGO

Em outubro, o ministério de Relações Exteriores informou que a Embaixada do Brasil em Bancoc tem conhecimento do caso e vem realizando gestões junto ao governo cambojano, prestando a assistência consular cabível, em conformidade com a Convenção de Viena sobre Relações Consulares e com o Protocolo Operativo Padrão de Atendimento às Vítimas Brasileiras do Tráfico Internacional de Pessoas.

A pasta acrescenta que atua em iniciativas de prevenção e que, desde a identificação dos primeiros casos de tráfico humano na região, em 2022, publicou um alerta sobre o aliciamento de brasileiros.

Em fevereiro de 2025, foi emitido um novo alerta. No comunicado, o ministério informa que os golpes ocorrem por meio de propostas de emprego em call centers -como no caso de Daniela- e em cassinos, onde as vítimas acabam submetidas a condições análogas à escravidão, forçadas a cometer fraudes cibernéticas e a aliciar outras pessoas da mesma nacionalidade.

Em 2024, o Brasil anunciou a decisão de abrir uma embaixada em Phnom Penh. Em junho deste ano, o Senado aprovou a indicação de Vivian Loss Sanmartin como a primeira embaixadora do Brasil no Camboja.

Segundo o Senado, a embaixada deverá acompanhar os casos de brasileiros vítimas de tráfico humano e de condições de trabalho degradantes no país.

Atualmente, estima-se que cerca de 20 brasileiros residam no país asiático. Nove brasileiros contratados para trabalhar em centros de crime cibernético foram repatriados entre 2022 e 2023.

Leia Também: Emails de Epstein sugerem que Trump sabia de abusos sexuais

Canais Oficiais

Instagram

Siga e acompanha

Seguir no Instagram

YouTube

Inscreva-se no canal

Inscrever-se

TikTok

Siga e veja os vídeos

Seguir no TikTok

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

Barra Redes Sociais
73,835FansLike

Artigos relacionados

Homem invade carro, agarra criança de 6 anos e força beijo na boca em Ribas do Rio Pardo

Um homem de 53 anos foi preso na tarde desta quarta-feira (10) após abusar de uma criança de...

Mensagens em celular de motorista preso apontam que prefeito negociava combustível

  Mensagens encontradas no celular do motorista preso em ação da Delegacia Especializada de Combate a Crimes Rurais e...

Condutor bate em caminhão e capota carro na BR-163 em Naviraí

Um motorista ficou preso em ferragens após bater contra um caminhão na tarde desta quarta-feira (10), na BR-163,...

Vídeo: após prisão, prefeito diz que irmão foi vítima e ele seria o alvo

O prefeito de Bandeirantes, Celso Abrantes, divulgou um vídeo em defesa do irmão, Selmo Abrantes, após prisão por...