terça-feira, novembro 3, 2026

Delegado descarta abuso sexual entre suspeito de latrocínio e padre morto em Dourados

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Durante coletiva de imprensa na manhã desta segunda-feira (17), a Polícia Civil afirmou que não indícios de que Leanderson de Oliveira Júnior, de 18 anos, acusado de matar o padre Alexsandro da Silva Lima, tenha tido qualquer tipo de relação, afetiva ou sexual. Alexsandro foi vítima de latrocínio, o roubo seguido de morte, entre a noite de sexta-feira (14) e a madrugada de sábado (15), no município de Dourados, a 221 quilômetros de Campo Grade.

A informação de que a vítima teria tido algum envolvimento com o jovem, partiu do próprio acusado, sem nenhuma evidência que comprovasse o ato, conforme o delegado do SIG (Setor de Investigação Geral), Lucas Albe. 

“Essa é uma informação não oficial, que não foi fornecida pela Polícia Civil. Foi uma alegação feita durante o interrogatório do autor. Ele tem direito de dizer o que ele bem entender como meio de defesa”, afirmou o delegado, ao Dourados News.

Ele reforça que até o momento não há indícios de envolvimento anterior com o padre ou “que o padre tenha tentado atacá-lo com intuito sexual”. Durante depoimento, Leanderson alegou que matou o padre após ser forçado a praticar sexo oral, e ainda afirmou que o religioso costumava se aproximar de jovens da região, abordando estudantes na porta da escola, oferecendo pequenas quantias de dinheiro para encontros. 

Ainda conforme informações do Dourados News, o caso é tratado de forma oficial como latrocínio, “porque os dois autores confessaram que já tinham feito o planejamento e premeditado o crime um tempo antes”.

A intenção dos criminosos era roubar o veículo Jeep Renegade da vítima, e vender por R$ 40 mil no Paraguai.

Para o delegado, essa é a real motivação do crime. “Esse era o intuito deles: roubar o carro para que fosse vendido no Paraguai, roubar o celular, que foi o que aconteceu, mas como não conseguiram desbloquear, acabaram dispensando no matagal e também utilizar a residência para fazer festas com amigos”.

O delegado também confirmou que o principal suspeito já possuía antecedentes policiais. “Ele já tinha alguns antecedentes criminais. As adolescentes não tinham, mas o autor sim”.

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