quinta-feira, novembro 5, 2026

Hospital de Sidrolândia nega irregularidades após operação que apura desvio de R$ 5,4 milhões

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Em nota divulgada à imprensa na tarde desta terça-feira (18), a direção do Hospital Elmíria Silvério Barbosa, localizado em Sidrolândia, contestou as acusações levantadas pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) durante a operação “Dirty Pix”, deflagrada para investigar um suposto esquema de desvio de R$ 5,4 milhões da instituição. A administração da unidade de saúde negou qualquer irregularidade e afirmou que todas as informações sobre os contratos e procedimentos estão devidamente documentadas.

Segundo a direção do hospital, os dados divulgados na operação seriam “distorcidos” e “não condizentes com a realidade”. A instituição reforçou que segue rigorosamente as normas legais e que está à disposição das autoridades para esclarecimentos.

O presidente da entidade, Jacob Breure, negou ter recebido valores via Pix, pagamentos ou devoluções da empresa investigada por descumprimento de contrato.

“Circulam informações distorcidas que não condizem com a realidade. O Hospital Dona Elmíria tem tudo documentado, tudo registrado e segue rigorosamente as normas legais. Temos total tranquilidade em abrir nossas portas às autoridades, pois agimos com seriedade e responsabilidade desde o início. (…) Não aceitaremos que informações incompletas ou distorcidas prejudiquem uma instituição que há anos se dedica integralmente à saúde de Sidrolândia”, declarou Breure.

Operação “Dirty Pix”

A ação foi desencadeada pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (GECOC/MPMS), em conjunto com a 3ª Promotoria de Justiça de Sidrolândia e apoio de equipes do Amazonas. Os mandados foram expedidos como parte da investigação que apura crimes de peculato, corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro.

Segundo o MPMS, o esquema teria desviado R$ 5,4 milhões repassados pelo Governo do Estado ao município para a compra de um aparelho de ressonância magnética e um autoclave hospitalar. Parte dos recursos teria sido movimentada em conluio entre integrantes da direção do hospital e uma empresa fornecedora de equipamentos médicos, que também teria efetuado pagamentos indevidos a vereadores.

As provas reunidas indicariam que a empresa investigada realizou diversas transferências via Pix — diretamente ou por terceiros — ao presidente do hospital e a parlamentares envolvidos. A operação recebeu o nome “Dirty Pix” justamente por fazer referência ao uso de transferências instantâneas como mecanismo para ocultar a movimentação de recursos ilícitos.

Alvos da investigação

A lista de investigados atinge diretamente figuras políticas e administrativas de Sidrolândia. Entre os alvos da operação estão:

Jacob Breure, ex-diretor do Hospital Elmíria Silvério Barbosa, que teria sido preso;

Cristina Fiuza (MDB), vice-prefeita e ex-vereadora;

Vereadores atuais:

Adavilton Brandão (MDB)

Izaqueu de Souza Diniz (PSD)

Cledinaldo Marcelino Cotócio (sem partido)

Ex-vereadores:

Juninho Felinni

Elieu da Silva Vaz (PSDB)

Cleyton Martins Teixeira (PSB)

Clednaldo Cotócio

Adailton Joarildo

A investigação segue em andamento, e o MPMS ainda deve aprofundar a análise de documentos, contratos e movimentações financeiras. O hospital, por sua vez, reafirma confiança em que os fatos serão esclarecidos e que as atividades da instituição seguirão normalmente.

(Com informações Noticidade)

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