terça-feira, novembro 3, 2026

Quem são os 6 réus de núcleo 2 da trama golpista que começam a ser julgados nesta terça no STF

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Seis réus do núcleo 2 da tentativa de golpe de Estado começam a ser julgados na manhã desta terça-feira, 9. Eles são apontados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) como responsáveis por gerenciar e operacionalizar ações para tentar manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder.

Todos os réus respondem pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

Quem é quem

Filipe Martins, ex-assessor de assuntos internacionais da Presidência, é acusado, entre outros pontos, de elaborar a minuta golpista.

Silvinei Vasques, ex-diretor da PRF, é apontado por usar a estrutura da corporação para dificultar o acesso de eleitores às urnas, favorecendo Bolsonaro.

Mário Fernandes, general, é acusado de elaborar o plano chamado Punhal Verde e Amarelo, que previa o assassinato do presidente Lula, do vice Geraldo Alckmin (PSB), então recém-eleitos, e do ministro do STF Alexandre de Moraes, relator do caso. Segundo a denúncia, o documento foi impresso por Fernandes no Palácio do Planalto e levado ao Palácio da Alvorada, onde foi apresentado ao então presidente Jair Bolsonaro. As ações seriam executadas pelos kids pretos, que integram o núcleo 3.

Fernando de Sousa Oliveira, ex-diretor de operações do Ministério da Justiça.

Marília de Alencar, ex-subsecretária da pasta.

Marcelo Câmara, ex-assessor de Bolsonaro.

Como e quando será o julgamento

As sessões serão distribuídas entre os dias 9, 10, 16 e 17. Nos dias 9 e 16, ocorrerão em dois turnos, das 9h às 12h e das 14h às 19h. Nos dias 10 e 17, serão apenas no período da manhã, das 9h às 12h.

Quem faz parte da Primeira Turma

A análise caberá à Primeira Turma do Supremo, composta por Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino, que preside o colegiado.

Os ministros decidirão se os réus serão absolvidos ou condenados.

A ministra Cármen Lúcia afirmou que o Judiciário brasileiro ainda é conservador, machista e sexista. Única mulher no STF, destacou a baixa representação feminina, denunciou a escalada de feminicídios e defendeu maior participação das mulheres na política, na tecnologia e na Justiça.

Folhapress | 08:30 – 09/12/2025

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