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Putin conversa com Maduro e reforça apoio a Venezuela

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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, reafirmou a Nicolás Maduro que o governo venezuelano pode contar com apoio russo em meio à escalada de tensão com os Estados Unidos. A conversa ocorreu nesta quinta-feira (11), e foi confirmada por Moscou, que destacou o interesse dos dois países em avançar na parceria estratégica e em projetos conjuntos nos setores econômico e energético.

A ligação veio após sucessivas demonstrações públicas de apoio da Rússia. No dia 7 de novembro, Maria Zakharova afirmou que Moscou estava pronta para responder a pedidos de ajuda de Caracas. Já em 30 de novembro, o senador norte-americano Markwayne Mullin relatou que Maduro recebeu a opção de “ir para a Rússia” ou buscar refúgio em outro país durante as negociações com Washington.

Vladimir Putin (Foto: Valter Campanato/ABr)

A pressão norte-americana se intensificou nesta semana. Na quarta-feira (10), militares dos EUA interceptaram um navio petroleiro próximo à costa venezuelana, na primeira apreensão de carga de petróleo desde o início das sanções impostas em 2019. Caracas acusou Washington de “roubo descarado” e classificou a operação como “um ato de pirataria internacional”. Um dia antes, dois caças F-18 haviam sobrevoado o Golfo da Venezuela como parte do reforço militar enviado ao Caribe.

Colômbia oferece proteção a Maduro

A crise também mobilizou governos da região. A chanceler colombiana, Rosa Yolanda Villavicencio, afirmou que a Colômbia poderia oferecer proteção a Maduro caso ele deixe o país em uma transição negociada. Ela declarou que, diante da tensão atual, “as negociações são necessárias” e que a permanência de Maduro em outro país não seria motivo de recusa por parte de Bogotá.

maduro
Gustavo Petro (Foto: Fernando Frazão/ABr)

Ainda na quarta-feira, Gustavo Petro afirmou que a Venezuela precisa de uma “revolução democrática” e defendeu um “governo de transição”. Segundo ele, “um país se defende com mais democracia, não com mais repressão ineficaz”.

Os EUA já mantêm há meses uma campanha de pressão com o deslocamento de milhares de militares e um grupo de ataque de porta-aviões para o Caribe, junto a ameaças diretas do presidente Donald Trump contra Maduro.

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