Entrevistado desta semana do podcast Política de Primeirao governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), analisou os resultados do decreto que contingenciou os gastos do Executivo em 2025 e revelou que a medida deve ser estendida ao próximo ano – assista na íntegra abaixo.
Ciente de que se trata de um passo impopular, o progressista ponderou que “o equilíbrio fiscal é inegociável” e pincelou o cenário que o fez bater o martelo pela contenção de despesas.
“A gente sofreu algo que não estava no planejamento, que foi praticamente o fim, a diminuição drástica da importação de gás da Bolívia para o Brasil. Toda a receita do ICMS desse gás ficava aqui. Isso era R$ 1,8 bilhão por ano e esse ano vai ser pouco mais do que R$ 800 milhões. Estamos perdendo R$ 1 bilhão por ano, isso é muito violento”.
Sem previsão de mudança neste cenário, a luz no fim do túnel, segundo ele, é seguir no modo econômico também em 2026, mesmo que seja ano eleitoral, em que haverá candidatura para tentativa de reeleição.

“A gente vai ser conservador e vamos fazer o que precisa ser feito. Muita gente falou assim: mas, poxa vida, governador, é o ano eleitoral, você vai manter?. Vou! Vou ter responsabilidade com o Mato Grosso do Sul, antes da minha eventual (re)eleição, antes do processo eleitoral, eu tenho responsabilidade com esse estado, não é? E não há quem me faça mudar de rumo em relação ao equilíbrio fiscal do estado. Nós vamos manter o que precisa ser feito”.
Decreto
A decisão de cortar gastos tomou forma em agosto, quando, mais especificamente no dia 4, foi publicado o decreto. O governador Eduardo Riedel incumbiu cada secretaria de realizar cortes internos com foco na redução de despesas.

