sexta-feira, maio 1, 2026

Clinton minimiza ficheiros Epstein e acusa Trump de desviar atenções

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Entre cerca de 4.000 arquivos divulgados na sexta-feira pelo Departamento de Justiça, dentro do prazo estabelecido por lei para sua publicação, várias fotos mostram Jeffrey Epstein na companhia de superestrelas como Michael Jackson, Mick Jagger e do ex-presidente Bill Clinton.

No entanto, alguns rostos foram obscurecidos, assim como grandes trechos de documentos, incluindo uma lista de 254 “massagistas” com os nomes ocultados e 119 páginas de um documento judicial de um tribunal de Nova York, que apareceram totalmente riscadas, sem explicação.

Em reação, Angel Ureña, porta-voz de Bill Clinton, criticou o fato de a Casa Branca ter mantido os arquivos em sigilo por meses para depois divulgá-los em uma sexta-feira à noite, sugerindo que a motivação não seria a proteção do ex-presidente democrata.
“Trata-se de se proteger do que está por vir, ou do que tentarão esconder para sempre”, afirmou.

Em uma mensagem publicada na rede X, Ureña declarou que as autoridades norte-americanas “podem divulgar quantas fotos granuladas de mais de 20 anos quiserem”, mas enfatizou que “isso não tem nada a ver com Bill Clinton”.

O porta-voz destacou que “há dois tipos de pessoas” nesse caso: o primeiro grupo não sabia de nada e rompeu relações com Epstein antes que seus crimes viessem a público; o segundo manteve contato com ele mesmo após as denúncias.
“Nós estamos no primeiro grupo”, declarou.

“Nenhuma tentativa de atraso por parte do segundo grupo vai mudar isso. Todos, especialmente os seguidores do MAGA, esperam respostas, não bodes expiatórios”, acrescentou, em referência ao movimento de apoio a Donald Trump, que também manteve proximidade com Epstein.

O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, acusou nesta sexta-feira o Departamento de Justiça de violar a lei após a divulgação parcial dos arquivos relacionados ao criminoso sexual condenado.

Segundo Schumer, faltam documentos nos arquivos e muitos dos que foram divulgados sofreram censura, com rostos desfocados em fotografias e trechos de documentos suprimidos — inclusive materiais do grande júri, considerados fundamentais para identificar os responsáveis pelos abusos.

Alguns políticos republicanos também criticaram as ações do Departamento de Justiça, como o deputado do Kentucky Thomas Massie, que liderou a campanha de aprovação do projeto de lei ao lado do democrata Ro Khanna.

Ambos ressaltaram que a legislação foi criada especificamente para impedir a censura por parte do Departamento de Justiça.

Nesta sexta-feira, novos arquivos sobre Jeffrey Epstein — que se suicidou em 2019 — também foram divulgados, incluindo materiais do grande júri relacionados ao seu caso e ao de sua cúmplice e ex-companheira, Ghislaine Maxwell.

Entre os documentos recém-publicados estão várias apresentações em PowerPoint que promotores federais apresentaram aos membros do grande júri para formalizar as acusações contra Epstein e Maxwell.

Uma dessas apresentações, datada de 18 de junho de 2019, contém diversas anotações telefônicas com mensagens manuscritas como “Tenho uma garota para ele” ou “ela tem garotas para o Sr. J.E.”.

Em uma das anotações, alguém registrou que Epstein havia recebido uma ligação do atual presidente dos Estados Unidos, embora não haja mais detalhes sobre o motivo do telefonema.

Questionado pela imprensa na sexta-feira, Donald Trump se recusou a comentar o caso.

No entanto, sua equipe rapidamente se apropriou de uma foto que mostraria Bill Clinton (1993–2001), cujos vínculos com Epstein já eram conhecidos, em um ambiente que aparenta ser uma banheira de hidromassagem, imagem parcialmente ocultada por um retângulo preto.

Ex-próximo de Jeffrey Epstein e frequentador dos mesmos círculos sociais, Donald Trump sempre negou ter conhecimento do comportamento criminoso do empresário e afirma que rompeu relações com ele antes do início das investigações oficiais.

Embora tenha declarado durante a campanha presidencial de 2024 que apoiava a divulgação dos arquivos de Epstein, Trump resistiu por muito tempo a fazê-lo, classificando o caso como uma farsa orquestrada pelos democratas.

No entanto, o líder republicano acabou cedendo à pressão do Congresso e até de parte de seus próprios apoiadores, sancionando em novembro uma lei que exige transparência sobre o caso por parte de sua administração.

Leia Também: Rússia descarta negociações diretas com Kiev e Europa

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