segunda-feira, abril 27, 2026

Presidente da Santa Casa diz que precisa de R$ 14 milhões para pagar 13° dos funcionários (vídeo)

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A Santa Casa de Campo Grande, maior hospital a atender pelo SUS em Mato Grosso do Sul, enfrenta uma grave crise financeira que afeta diretamente os trabalhadores e a operação da unidade. A situação voltou a se agravar com o atraso no pagamento do décimo terceiro salário dos funcionários contratados via regime seletista, incluindo médicos, enfermeiros, pessoal da limpeza e da copa.

Em coletiva realizada recentemente, a presidente da instituição, Alir Terra Lima, atribuiu os problemas ao desequilíbrio econômico-financeiro do contrato com o poder público, que segundo ela persiste desde 2022 sem solução. A gestora destacou que a Santa Casa recebe atualmente um grande volume de pacientes regulados, incluindo casos de urgência e emergência, o que aumenta significativamente os custos operacionais com alimentação, lavanderia, limpeza, medicamentos e insumos.

Devido à necessidade de priorizar atendimentos críticos, algumas cirurgias eletivas foram suspensas e a administração optou por adiar o pagamento do 13º salário para garantir a manutenção desses serviços essenciais. Segundo a direção, seriam necessários cerca de R$ 14 milhões para quitar o benefício, enquanto o déficit mensal do hospital é de aproximadamente R$ 12 milhões, acumulando um passivo superior a R$ 100 milhões ao longo dos últimos anos.

A diretora explicou que o pagamento do 13º depende de liberação de empréstimo bancário, tentativa que se arrasta há dois meses. Ela reforçou que mesmo com dificuldades, o hospital nunca deixou de atender pacientes de urgência ou emergência e que foi criado um comitê de crise para gerenciar estoques e priorizar atendimentos de risco.

O atraso levou o Sindicato dos Trabalhadores da Enfermagem (Siems) a convocar uma manifestação para esta segunda-feira (22), com indicativo de paralisação caso o pagamento não seja regularizado. A gestão propôs parcelar o 13º em três vezes, com pagamentos previstos para 25 de janeiro, 25 de fevereiro e 25 de março de 2026, medida questionada pelo sindicato por não ter respaldo legal.

A crise da Santa Casa também é acompanhada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), que ajuizou ação civil pública descrevendo o hospital como um “cenário de colapso institucional”. O órgão aponta superlotação, falta de insumos, dívidas com médicos e fornecedores, reforma inacabada e risco de paralisação de atendimentos de alta complexidade.

O MPMS determinou que Estado, Município e a administração da Santa Casa apresentem, em até 90 dias, um plano emergencial para retomar o atendimento integral, regularizar estoques, reorganizar o fluxo do Pronto-Socorro e garantir cronograma físico-financeiro para a plena retomada dos serviços.

Apesar da coletiva, a presidente não deu qualquer prazo ou expectativa para os funcionários, que se reuniram às 6h30 na porta do hospital com cartazes, faixas e nariz de palhaço.

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