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‘Dr. Alegria’ leva esperança aos corredores dos hospitais de Campo Grande (vídeo)

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Há anos o trabalho voluntário e carregado de humanidade tem transformado a rotina de crianças e pacientes internados em hospitais de Campo Grande. Liderado pelo capelão Adelson Renê Dutra Mota, de 60 anos, o projeto conhecido como “Dr. Alegria” leva esperança, conforto emocional e momentos de alegria a quem enfrenta tratamentos difíceis, especialmente na ala pediátrica e oncológica.

Sem fins lucrativos e sem qualquer vínculo político ou religioso institucional, a entidade atua com crianças com câncer, crianças autistas, pessoas com deficiência, cadeirantes e famílias em situação de vulnerabilidade social. O trabalho se estende também a comunidades indígenas, haitianas e venezuelanas, além de visitas em casas, escolas, favelas e hospitais.

A iniciativa nasceu de forma espontânea, a partir de uma experiência pessoal de Adelson dentro de um hospital. “Em um determinado momento, senti o desejo de trabalhar com crianças na ala pediátrica, especialmente na oncologia. Foi ali que nasceu o Dr. Alegria, com a missão de levar amor, esperança e um pouco de leveza em meio a um tratamento tão difícil”, conta.

Atuando como capelão, Adelson ressalta que o trabalho não impõe religião. “Levamos a palavra de Deus, mas sem direcionamento religioso. Atendemos a todos, respeitando cada pessoa, cada família e cada realidade”, explica.

A recepção das visitas, segundo ele, é sempre emocionante. Crianças, pacientes e familiares demonstram alegria e gratidão com a presença do Dr. Alegria. “É difícil até colocar em palavras. Eles ficam muito felizes. Em um tratamento tão pesado como o da oncologia, esses momentos fazem diferença, trazem alento e renovam a esperança”, relata.

Por se tratar de um ambiente extremamente sensível, especialmente após a pandemia, o trabalho dentro dos hospitais segue protocolos rigorosos. Adelson explica que as visitas são feitas com autorização da administração hospitalar e que cuidados com higiene e saúde são prioridade absoluta.

“Não posso entrar gripado, doente, nada disso. Por isso, normalmente sou eu quem realiza as visitas. Outros voluntários só participam quando há permissão específica do hospital, como em ações no saguão ou áreas externas”, afirma.

Mesmo com uma atuação discreta, o impacto do trabalho é profundo. O Dr. Alegria se tornou símbolo de acolhimento em momentos de dor, mostrando que, além do tratamento médico, o cuidado emocional e humano também é essencial no processo de cura.

Para Adelson, a missão segue firme. “Enquanto houver alguém precisando de esperança, a gente continua. É isso que nos move”.

 

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