quinta-feira, novembro 5, 2026

Após ameaça de Trump, líder de Cuba diz que não está em negociações com os EUA

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O líder de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou nesta segunda-feira (12) que não há negociações em andamento com o governo dos Estados Unidos. A declaração é uma resposta aos comentários feitos no dia anterior pelo presidente americano, Donald Trump, que sugeriam que os dois abriram diálogo.

Trump afirmou aos repórteres no domingo (11) que os EUA estavam “conversando com Cuba”. Ele não especificou o que havia sido discutido nas supostas conversas, mas disse que “vocês descobrirão muito em breve”.

Díaz-Canel negou qualquer diálogo em andamento, exceto contatos técnicos na área de migração.

“Como a história demonstra, para que as relações entre os EUA e Cuba avancem, elas devem ser baseadas no direito internacional em vez de hostilidade, ameaças e coerção econômica”, disse o líder cubano.

O presidente americano afirmou neste domingo (11) que Cuba não terá mais acesso ao petróleo oriundo da Venezuela ou acesso a qualquer valor ou investimento feito pelo país sul-americano na ilha caribenha.

“Cuba viveu, por muitos anos, com grandes quantidades de PETRÓLEO e DINHEIRO da Venezuela. Em troca, Cuba forneceu ‘Serviços de Segurança’ para os dois últimos ditadores venezuelanos, MAS NÃO MAIS! A maioria desses cubanos está MORTA após o ataque dos EUA da semana passada, e a Venezuela não precisa mais de proteção contra os bandidos e estelionatários que os mantiveram reféns por tantos anos”, disse Trump em uma publicação feita na rede Truth Social, com as habituais maiúsculas.

“A Venezuela agora tem os Estados Unidos da América, o Exército mais poderoso do Mundo (de longe!), para protegê-los, e nós os protegeremos. NÃO HAVERÁ MAIS PETRÓLEO OU DINHEIRO INDO PARA CUBA -ZERO! Eu sugiro fortemente que eles façam um acordo, ANTES QUE SEJA TARDE DEMAIS”, continuou o líder americano.

Em resposta, o dirigente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, publicou uma sequência de mensagens no X nas quais escreveu que os EUA “não têm moral de apontar o dedo a Cuba para nada, absolutamente nada”, pois “convertem tudo em negócio, inclusive vidas humanas”.

Mais cedo, o chanceler de Cuba, Bruno Rodríguez, afirmara que a ilha tem o direito absoluto de importar combustível de mercados dispostos a exportá-lo, sem interferência dos EUA. O país vive há mais de seis décadas sob embargo americano.

As declarações de Trump ocorrem pouco mais de uma semana depois de os EUA terem capturado o ditador venezuelano Nicolás Maduro. A operação militar noturna em Caracas resultou na morte de dezenas de membros das forças de segurança venezuelanas e cubanas.

Departamento de Estado afirma que continuará cassando permissão de pessoas que chama de criminosos; governo criou diretrizes para verificação de redes sociais para barrar candidatos a visto com histórico de crítica aos EUA

Folhapress | 16:00 – 12/01/2026

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