Dados do BDQueimadas indicam 69 focos ativos entre 1º e 26 de janeiro; há incêndios no Nabileque e ao norte de Corumbá, perto do Rio Paraguai.
Mato Grosso do Sul registrou aumento de focos de incêndio no Pantanal e mobilizou o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul (CBMMS) para ações de combate, prevenção e monitoramento em áreas como a região limítrofe do Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro, o Nabileque e o norte de Corumbá, próximo ao Rio Paraguai, entre 1º e 26 de janeiro de 2026.
Áreas afetadas e cenário monitorado
Segundo o Governo do Estado, foram identificados focos na região pantaneira, incluindo um incêndio que atinge a área limítrofe do Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro, ao norte da Serra de Bodoquena, além de outros dois no Nabileque e na região norte de Corumbá, próximo ao Rio Paraguai.
Entre os fatores apontados como alerta para 2026 estão a vegetação densa já recuperada dos incêndios florestais de 2024 e o período prolongado com baixo índice de chuvas.
Números de focos em janeiro
Dados do Banco de Dados de Queimadas (BDQueimadas) indicam que, entre 1º de janeiro e 26 de janeiro de 2026, foram detectados 69 focos ativos no Pantanal, ante 34 no mesmo período do ano passado.

Estratégia de combate e uso de aeronave
De acordo com o CBMMS, o combate direto conta com apoio da aeronave Air Tractor na região do Morro do Azeite. Os sobrevoos são usados para identificar focos e orientar as equipes em solo.
O subdiretor da Diretoria de Proteção Ambiental (DPA) do CBMMS, major Eduardo Rachid Teixeira, afirmou que a corporação mantém uma frente de atuação em campo e outra voltada ao planejamento de estratégias para ampliar a eficácia das ações, além de integração com órgãos ambientais estaduais e nacionais.
Ações contínuas desde 2024
O CBMMS informa que as ações de prevenção, monitoramento e combate seguem de forma contínua desde 2024. Após a temporada de incêndios daquele ano, o Governo do Estado intensificou medidas como atuação integrada entre órgãos de resposta, reforço logístico e operacional, além de investimento em tecnologia e capacitação.
Entre as estratégias citadas está a implantação de Bases Avançadas em diferentes regiões do Pantanal, para acelerar a resposta a novos focos e reduzir a área atingida.

Dados de 2025: queda em focos e área queimada
Conforme o balanço da Operação Pantanal em 2025, o ano passado registrou redução no número de focos de calor e na área queimada no Pantanal. Até 31 de dezembro, foram contabilizados 1.844 focos, número inferior aos 2.111 registrados no primeiro ano da série histórica iniciada em 1998.
A área queimada em 2025 foi de 202.678 hectares, ante mais de 2,3 milhões de hectares em 2024. Segundo o major Teixeira, o alinhamento de planos operativos entre instituições do sistema ambiental continua em 2026, com foco na atuação durante o período mais crítico da seca.


