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Sem salário, nem 13º, enfermeiros da Clínica Carandá querem bloqueio de contas da instituição

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Enfermeiros e funcionários da Clínica Carandá, em Campo Grande, denunciam que estão sem salário e sem décimo terceiro, além de sobrecarga de trabalho e desvio de função nos serviços. Para que o pagamento seja realizado, o SIEMS (Sindicato dos Trabalhadores na Área de Enfermagem do Mato Grosso do Sul), entrou com liminar solicitando tutela antecipada para o bloqueio das contas do hospital. 

Na última quinta-feira (22), a Enfermagem da instituição participou de assembleia geral, onde apontou as principais dificuldades enfrentadas. Conforme os trabalhadores, o quadro de quantitativo da enfermagem está defasado diante da demanda altíssima de pacientes.

Conforme o presidente do SIEMS, Lázaro Santana, os profissionais de enfermagem do local estão sendo coagidos a trabalhar na cozinha, realizando o preparo de bandejas para os pacientes, o que causa uma defasagem no quadro de funcionários e sobrecarga de serviços. 

“Essa situação é muito grave, trata-se de hospital psiquiátrico, o risco de pacientes entrarem em surto é grande, isso coloca em risco a integridade física dos profissionais. É um problema muito sério que precisa ser solucionado antes que uma tragédia ocorra”.

Conforme o departamento jurídico do SIEMS, o problema na Clínica Carandá é recorrente. O sindicato já teria ajuizado diversas ações contra a empresa, sempre em cobrança de dívidas trabalhistas como salários atrasados, 13º salário, férias, rescisões, entre outros.
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“Já obtivemos vitória em ação transitada em julgada e ainda seguimos com outras que estão em fase de análise da justiça, mas ano após ano a empresa continua gerando prejuízos aos direitos dos trabalhadores”, informa a advogada Dra. Olívia Brandão.
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“A Clínica é 100% privada, está sempre em altas demandas de pacientes, no entanto, o problema em relação à desvalorização profissional é grave, se os recursos financeiros estão entrando por que não pagam os seus empregados? São chefes de família, muitos só têm esse emprego e dependem exclusivamente dos salários para sobreviver”, questiona o presidente do sindicato. 

A reportagem entrou em contato com a Clínica Carandá, por meio do telefone do serviço social, disponibilizado nas redes sociais da instituição e aguarda retorno. O espaço segue aberto para futuras manifestações. 
 

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