A profissional seria filha da secretária municipal de Finanças
O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) recomendou o afastamento da diretora-geral do Hospital e Maternidade Idimaque Paes Ferreira, em Rio Negro, por suspeita de nepotismo e conflito de interesses. A unidade é administrada pela Associação Beneficente de Rio Negro e mantém convênios milionários com a prefeitura do município.
Segundo o MP, a diretora do hospital é filha da secretária municipal de Finanças. Em 2025, a associação recebeu R$ 5,75 milhões em repasses do município, por meio de cinco convênios firmados ao longo do ano.
De acordo com a recomendação, a secretária de Finanças ocupou anteriormente o cargo de diretora-geral do hospital e assumiu a função na prefeitura em 1º de janeiro de 2025. Cinco dias depois, a filha dela foi contratada para comandar a entidade.
O Ministério Público aponta que a contratação viola princípios constitucionais como a moralidade e a impessoalidade, além de regras previstas na legislação que proíbem conflito de interesses em parcerias entre o poder público e organizações da sociedade civil.
Ainda conforme o MP, a diretora do hospital tinha como experiências profissionais anteriores funções de operadora de caixa e assistente administrativa na própria instituição.
Na recomendação, o promotor de Justiça Jean Carlos Piloneto determinou que o prefeito de Rio Negro e o presidente da associação promovam, em até 10 dias, o afastamento da diretora ou comprovem a desvinculação da secretária municipal do cargo público.
O MP também recomendou a suspensão imediata de novos repasses financeiros à entidade enquanto a situação não for regularizada, com exceção de serviços essenciais, desde que devidamente justificados.
Além disso, a associação foi orientada a não realizar novas contratações com potencial conflito de interesses e a criar regras internas de integridade, com processos públicos e objetivos para a escolha de dirigentes.
O Ministério Público informou que o descumprimento da recomendação pode resultar na adoção de medidas judiciais.
FONTE: TOP MIDIA NEWS


