domingo, novembro 1, 2026

Eleições 2026: Tebet aponta Haddad ou Alckmin como principais nomes de Lula para o governo de SP

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A ministra do Planejamento, Simone Tebet, afirmou nesta quarta-feira (4) que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o vice-presidente Geraldo Alckmin são, na avaliação dela, os nomes mais fortes do governo Lula para disputar o governo de São Paulo nas eleições de outubro de 2026.

Segundo Tebet, ambos têm trajetória política consolidada no estado e forte ligação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que pode ser decisivo na disputa paulista. Haddad, ex-prefeito da capital, vem sendo pressionado a entrar na corrida eleitoral, embora tenha demonstrado resistência por avaliar o cenário como desfavorável. Ainda assim, Lula já deu sinais de preferência pelo ministro da Fazenda para concorrer ao Palácio dos Bandeirantes.

“Os melhores nomes para o governo de São Paulo, pela história e por estarem diretamente ligados à figura do presidente Lula, são Haddad, por ser do PT, e Alckmin, por ser vice-presidente. Se o objetivo é fortalecer a majoritária federal, esses nomes puxam mais votos no estado”, declarou Tebet após evento no Palácio do Planalto.

Apesar de Haddad ter afirmado que prefere coordenar a campanha de reeleição de Lula, Tebet avaliou que o ministro não deve ficar fora da disputa estadual. Para ela, o cenário político torna sua candidatura praticamente inevitável. “O quadro não fecha sem ele. Ele precisa ter essa consciência”, afirmou.

Tebet também reiterou que se colocou à disposição do presidente para disputar uma vaga no Senado, seja por São Paulo ou por Mato Grosso do Sul, estado pelo qual já exerceu mandato como senadora. Na semana passada, a ministra confirmou que deve deixar o cargo até 30 de março para entrar oficialmente na disputa eleitoral, após sinalização de Lula favorável à sua candidatura.

A ministra informou ainda que pretende ter nova conversa com o presidente antes do Carnaval para definir os próximos passos.

Nos bastidores, governo e oposição tratam a eleição para o Senado como estratégica em 2026. Estarão em disputa 54 das 81 cadeiras, o equivalente a dois terços da Casa, o que pode alterar significativamente a correlação de forças no Senado a partir de 2027.

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