terça-feira, setembro 15, 2026

Lei da anistia na Venezuela deve incluir acusados de ‘traição à pátria’ e cancelar alertas da Interpol

Date:

Share

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Parlamento da Venezuela começou a debater, nesta quinta-feira (5), um projeto lei de anistia que abrangeria os acusados de “traição à pátria”, “terrorismo” e “incitação ao ódio”, normalmente imputadas a presos políticos.

Além disso, concederia clemência imediata a presos por participarem de protestos políticos e criticarem figuras públicas, devolveria os bens dos detidos e cancelaria alertas da Interpol e outras medidas internacionais, permitindo que retornem ao país.

As informações são das agências de notícias AFP e Reuters, que afirmam ter visto uma cópia do projeto.

O texto exclui “violações de direitos humanos” e “crimes contra a humanidade”, mas inclui “infrações” cometidas por juízes, promotores e outros funcionários.

Delcy Rodríguez, líder interina do país, anunciou no fim de janeiro a proposta de anistia para centenas de prisioneiros no país, além da pretensão de transformar o célebre presídio Helicoide, em Caracas, em um centro para esportes e serviços sociais.

“Que a lei sirva para curar as feridas deixadas pelo confronto político, pela violência e pelo extremismo. Que restaure a justiça em nosso país e restabeleça a convivência pacífica entre os venezuelanos”, disse Delcy.

Abrangendo casos de 1999 até 2026, ou seja, todo o período chavista, a proposta afetará centenas de detidos e ex-prisioneiros libertados condicionalmente.

Desde a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, ativistas presos estão aos poucos sendo libertados. Entre eles, Rocío San Miguel, presa em fevereiro de 2024, e Enrique Márquez, no início de 2025.

A primeira foi detida após ser acusada pelo regime chavista de colaborar com planos para assassinar Maduro. O segundo foi sequestrado depois de se opor ao ditador nas eleições presidenciais de 2024, em pleito questionado por órgãos internacionais.

Em 3 de janeiro, o governo de Donald Trump capturou o ditador venezuelano e levou-o a Nova York para indiciá-lo por acusações de terrorismo e associação com o narcotráfico. Maduro nega as acusações.

Políticos da oposição, membros dissidentes das forças de segurança, jornalistas e ativistas de direitos humanos foram alvos frequentes de acusações -as quais, segundo eles, teriam motivação política- como terrorismo e traição.

Famílias e defensores de direitos humanos exigem há tempos que as condenações consideradas injustas por eles sejam retiradas.
Segundo o regime venezuelano, mais de 600 pessoas já foram libertadas. Não foram divulgados, no entanto, listas oficiais de nomes a serem soltos nem um cronograma claro para as solturas.

Share
Canais Oficiais

Instagram

Siga e acompanha

Seguir no Instagram

YouTube

Inscreva-se no canal

Inscrever-se

TikTok

Siga e veja os vídeos

Seguir no TikTok

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

Barra Redes Sociais
78,200FansLike

Artigos relacionados

Corpo com marcas de violência é encontrado em meio a destroços de casa incendiada em Campo Grande

O corpo de um homem foi encontrado em meio a destroços de uma casa incendiada no...

Desempenho econômico de MS durante gestão de Riedel é elogiado por lideranças nacionais

Governadores, economistas, representantes do setor produtivo e integrantes do governo federal têm destacado o desempenho econômico de Mato...

Nelsinho Trad explica: 'impeachment no STF só se presidente do Senado quiser' (vídeo)

Senador Nelsinho Trad (PSD) explicou que para haver impeachment de ministro do STF, via Senado, ocorre somente com...

Vereador expõe caos com semáforos e questiona contrato de R$ 24 milhões

Vereador Maicon Nogueira (PP) denunciou caos por semáforos apagados em Campo Grande. Ele aproveitou para questionar contrato na...