quarta-feira, novembro 4, 2026

‘É um empurrão da vida’, diz Samuel Rosa sobre ter quarto filho aos 59 anos

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DSEU ALEJANDRO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – “É um empurrão da vida. É uma bênção.” Assim Samuel Rosa, 59, define a chegada da quarta filha, Dora, nascida em setembro.

Ele falou à Folha de S.Paulo na madrugada de domingo (15), no camarim do Camarote Bar Brahma, no Sambódromo do Anhembi, minutos antes de subir ao palco.

Pai também de Juliano, 25, Ana, 21, e Ava, que completa dois anos em março, o cantor diz que nunca deixou de ser pai -ainda que os dois mais velhos já sejam adultos. “Quando você tem filhos já formados, dá uma sossegada. Mas, quando são bebês, você começa a enxergar o futuro de outro jeito.”

Rosa afirma que já vinha refletindo sobre a passagem do tempo. “Eu tô no meu último terço de vida”, diz. “Quando ela tiver 20 anos, se eu chegar lá, eu terei 80.” Segundo ele, a paternidade agora traz uma “retomada de esperança”.

Ele reconhece que é um pai diferente do que foi aos 32, quando teve o primeiro filho, em meio ao auge do Skank. “Ali eu tava no olho do furacão.” Hoje, diz, espera errar menos. “Sou outro pai, nem melhor nem pior. Quero ser mais cerebral e menos físico.”

Usando a analogia de futebol, seria como “sair da lateral e ir pro meio. Um jogo mais de cabeça”, define. No show, ele dedicou a música “É Uma Partida de Futebol” à Seleção Brasileira, já que o técnico da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti, estava no espaço.

O músico afirma viver uma fase de maior estabilidade. “Já mostrei o que vim fazer. Tenho 30 anos de carreira, um patrimônio construído, uma autoimagem mais definida. Eu gosto do saldo.”
Sobre ser um roqueiro no Carnaval, ele diz que não se sente um “peixe fora d’água”.

“Lembro que, até uns dez anos atrás, fevereiro era mês de férias. Carnaval era espaço de samba e pagode. A gente ficava sem show. Isso passou a mudar, a festa virou mais inclusiva. Minha agenda ta lotada”

Ele cita apresentações em blocos no Rio, shows em Recife e viagens pelo interior no período.

O discurso coincide com o que o ex-Skank define como sua melhor memória de Carnaval -no início da carreira, quando tocou Rolling Stones em Araxá (MG). “Descobri que era possível tocar rock no Carnaval. Foi muito forte para mim.”

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